Aldo Passarinho é, desde a passada semana, o novo presidente do Politécnico de Beja (IPBeja), tendo já assumido a ambição de a instituição se abrir cada vez mais à região, estreitando relações com municípios, empresas e associações e dando uma resposta efetiva às necessidades desta na área formativa.
Num momento em que o ensino superior enfrenta profundas transformações e em que as regiões do interior precisam de respostas cada vez mais ajustadas às suas necessidades, é particularmente relevante a ambição demonstrada em criar novas ofertas formativas alinhadas com os setores emergentes e com as oportunidades de crescimento do território.
A aposta em áreas como a aeronáutica constitui um excelente exemplo dessa visão. Assim como é igualmente pertinente a atenção que poderá vir a ser dada à atividade mineira. Este setor é uma das maiores fontes de riqueza do Baixo Alentejo, mas também “exige” profissionais cada vez mais qualificados e preparados para responder aos desafios tecnológicos, ambientais e de segurança que caracterizam a mineração moderna.
Ao antecipar estas necessidades e ao criar percursos formativos adequados, o IPBeja demonstra capacidade para acompanhar a evolução da economia e para contribuir ativamente para o seu crescimento sustentável.
Esta ligação entre ensino e realidade económica é, aliás, uma das maiores virtudes do ensino politécnico. Formar para o emprego, para a inovação e para o desenvolvimento regional não significa abdicar da qualidade académica, bem pelo contrário: significa, isso sim, colocar o conhecimento ao serviço das pessoas e dos territórios.
O futuro do Baixo Alentejo dependerá, em grande medida, da capacidade de reter talento, atrair investimento e criar oportunidades para as novas gerações. Um desafio em que é (e será) fundamental a ação do IPBeja!

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