Em entrevista ao “CA”, o novo presidente do Mineiro Aljustrelense, José Pinela Fernandes, revela as ambições que traz para o clube, garantindo que uma prioridade será construir uma equipa competitiva para disputar o Campeonato de Portugal.
Foi eleito presidente do Mineiro Aljustrelense a 2 de Junho. O que é que o fez avançar para este desafio?
Trata-se de um desafio que comporta também grandes responsabilidades. O presidente da Mesa da Assembleia Geral e outros elementos do clube que pertenciam à anterior direção propuseram-me que eu organizasse uma lista, porque tinha havido duas assembleias em que não apareceu nenhuma lista. Fiquei muito sensibilizado, porque sou da terra! Ali nasci, depois tive uma passagem por Lisboa, onde tirei os meus estudos, vim para Beja, onde exerço a minha profissão, mas frequentemente vou a Aljustrel, onde tenho atividade profissional e um investimento muito grande. Então, naturalmente, o Mineiro seduziu-me, porque também joguei ali futebol…
Foi um apelo a que não conseguiu dizer que não?
Não consegui mesmo dizer que não, é mesmo verdade, é do coração! O Mineiro Aljustrelense diz-me muito, porque além de ser a minha terra, foi o clube que eu representei durante breves anos.
A sua principal prioridade nestes primeiros momentos tem sido a preparação da nova época desportiva, em que a equipa sénior de futebol vai entrar no Campeonato de Portugal?
Naturalmente que sim. Já fizemos a inscrição respetiva na Federação Portuguesa de Futebol e estamos a preparar o plantel com muita atenção, com muito rigor, porque a responsabilidade é muito grande. E estamos a preparar, dentro daquilo que são as nossas possibilidades, o plantel, a fazer alguns ‘retoques’, apesar de querermos manter o maior número possível de jogadores que foram, de facto, vencedores. Mas vamos melhorar o plantel, face à exigência que nos é colocada.
O Mineiro está numa situação estável, quer desportiva quer financeiramente. Temos uma posição consolidada a nível financeiro.
O Campeonato de Portugal é sempre mais exigente em todos os aspetos, mas, sobretudo, do ponto de vista financeiro. Nesse plano, o Mineiro Aljustrelense está numa situação estável?
Sim, o Mineiro está numa situação estável, quer desportiva quer financeiramente. Temos uma posição consolidada a nível financeiro. Aliás, as contas aprovadas na última Assembleia Geral do clube mostram, de facto, que a anterior direção teve uma preocupação muito grande pelo aspeto financeiro, para deixar o clube preparado para quem viesse a seguir. É claro que vai haver necessidade de um investimento maior, face às exigências que nos são colocadas, mas penso que vamos estar à altura, apoiados por toda a gente de Aljustrel, por todos aqueles adeptos que acompanham o clube pelos diversos campos. É este “peso” enorme dos adeptos, dos sócios, da terra, que nos move.
O Mineiro Aljustrelense não é só futebol, tem também hóquei em patins e patinagem artística. Essa marca de ecletismo é para continuar e, eventualmente, ser aprofundada?
É para continuar, naturalmente. Já falei com as pessoas que vão estar à frente dessas duas modalidades, que vão continuar. E vamos também reforçar as equipas dessas pessoas que colaboram nessas duas modalidades. Mas também não podemos esquecer a formação. O futebol do Mineiro não é só a equipa sénior, é também a formação. Portanto, vamos olhar muito especificamente para as camadas jovens do clube. Estamos numa fase de organização, também para que o futuro do Mineiro seja sempre salvaguardado. Isso é o principal!
Do ponto de vista das infraestruturas, o clube conta com um estádio com excelentes condições, mas a sua sede tem muitas carências. Há algum projeto para esse espaço?
O Estádio Municipal de Aljustrel é, talvez, a melhor infraestrutura [desportiva] do distrito. Portanto, por aí, estamos completamente satisfeitos! Relativamente à sede, queremos garantir apoios para a requalificar.












