No domingo, 25 de Maio, os portugueses vão voltar às urnas. Não para escolher o novo presidente da câmara ou sequer o próximo primeiro-ministro. Vão sim votar naqueles que durante os cinco anos que se seguem irão representar o país em Bruxelas e Estrasburgo, durante os plenários do Parlamento Europeu – o que para muitos é algo completamente desconhecido e bastante longínquo!
Este cenário, somado ao bom tempo que se avizinha para o fim-de-semana e ao descrédito a que os agentes políticos têm sido submetidos durante os últimos anos, deverá redundar numa enorme taxa de abstenção. E não votar é, porventura, o maior erro que cada um de nós pode fazer quando, em simultâneo, exige à boca cheia ou à mesa dos cafés uma sociedade mais justa e equitativa.
Mais que um direito, votar é um dever. Seja nas autárquicas, nas presidenciais ou nas legislativas. E nas europeias também, porque ao contrário do que muitos julgam a Europa e a União Europeia (UE) não são uma miragem em forma de arranhas-céus espelhados, corredores cheios de engravatados e carros pretos de alta cilindrada. Pelo contrário!
Afinal, é da Europa (e da UE) que vem uma grande parte dos fundos que apoiam as obras dos novos lares, escolas, ninhos de empresas e outros equipamentos em Portugal. É da Europa (e da UE) que chegam as verbas para apoiar a agricultura, as pescas e o desenvolvimento rural. É na Europa (e na UE) que nasce a legislação para os direitos dos consumidores ou o ambiente. E mais importante que tudo isto, é na Europa e na UE que reside a certeza de termos um futuro de paz e solidariedade. E é por tudo isto (e muito mais) que no domingo é tão importante votar.

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