“2026 vai ser mais um ano de crescimento” para a Caixa de Aljustrel e Almodôvar

Depois de 2025 ter sido um ano de consolidação da atividade da Caixa Agrícola de Aljustrel e Almodôvar, o presidente da instituição bancária, Orlando Felicíssimo, diz ao “CA” esperar que 2026 seja “mais um ano de crescimento”.

Como têm sido estes primeiros meses de 2026 para a Caixa Agrícola de Aljustrel e Almodôvar (CAA)?

A atividade tem decorrido com toda a normalidade e dentro daquilo que era expectável e acreditamos que vai ser mais um ano de crescimento da atividade da CAA. Ou seja, para já, aquilo que esperamos é que o ano volte a ser positivo para a nossa Caixa. Estamos num contexto de taxas de juro mais modestas e não esperamos que haja crescimentos ao nível dos resultados líquidos, por razões óbvias. Mas isso está tudo dentro daquilo que é expectável para o ano de 2026. Acreditamos que para o ano estaremos a olhar para trás com um sorriso semelhante ao deste ano.

Mas existe uma expectativa de que as taxas de juro possam vir a aumentar. Isso não irá beneficiar a performance da CAA? 

Há uma expectativa de que, efetivamente, possa haver a subida das taxas de referência, que irão depois ter consequências no aumento da Euribor. No entanto, acredito que o impacto no ano de 2026 vai ser residual. Os contratos são revistos periodicamente e, portanto, mesmo que estas taxas venham a subir até ao final do ano – o que é expectável que aconteça –, isso não vai ter reflexo significativo para já em 2026. Ou seja, vai ter alguns, mas a maioria só serão impactados já em 2027. Por isso, não estou à espera que haja um aumento de resultado líquido em 2026 por via de uma possível subida das taxas de juros no segundo semestre.

Vivemos um momento altamente conturbado no plano geopolítico e militar mundial. Como é que se trabalha e fazem previsões com toda esta imprevisibilidade do mercado? 

Já há bastante tempo que se vive assim… Nunca tivemos um período tão instável como nos últimos anos, pelo menos que me lembre, e estamos num período em que a instabilidade é total. Temos líderes mundiais que de manhã dizem uma coisa e à tarde já estão a dizer o seu contrário. Líderes mundiais que têm uma grande responsabilidade sobre aquilo que está a acontecer no mundo! Portanto, a imprevisibilidade talvez seja o fator mais previsível hoje em dia e algo a que todos temos que nos habituar. Temos que ter uma grande capacidade de adaptação e sermos rápidos perante os sinais que vão surgindo.

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Correio Alentejo

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