mina de Aljustrel está na “linha da frente da mineração moderna”, depois da sua concessionária, a ALMINA – Minas de Portugal, ter inaugurado nesta terça-feira, 16, um investimento superior a 400 milhões de euros, nas áreas industrial e da sustentabilidade energética.
O projeto “Feeding the Global Energy Transition” [“Alimentar a Transição Energética Global” em português], que contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, na inauguração, foi desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos pela ALMINA.
“Hoje é um marco histórico para a nossa empresa e para a indústria mineira em Portugal. É um dia de inauguração e de gratidão”, reconheceu na cerimónia de inauguração o presidente do conselho de administração da ALMINA, Humberto Costa Leite.
Avaliado em mais de 400 milhões de euros, o projeto foi financiado a fundo perdido em cerca de 28 milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com base numa candidatura com um montante de investimento elegível de aproximadamente 100 milhões de euros, à Medida de Apoio à Descarbonização da Indústria.
O investimento permitiu a ampliação da capacidade produtiva da mina, passando a lavaria a poder processar dois minérios em simultâneo: cobre e zinco, no total de seis milhões de toneladas de minério por ano.
“Hoje é um marco histórico para a nossa empresa e para a indústria mineira em Portugal”, reconhece o presidente do conselho de administração da ALMINA, Humberto da Costa Leite.
O projeto incluiu ainda, entre outros investimentos, a construção de uma unidade de produção de energia solar fotovoltaica para autoconsumo (UPAC), com uma capacidade de produção de energia superior a 40.000 megawatts-hora (MWh) por ano.
Segundo Humberto Costa Leite, “não há transição energética sem revolução digital e sem mineração”, nomeadamente cobre e zinco, metais produzidos na mina de Aljustrel. “A mineração é o ‘quilómetro zero’ da vida moderna. E esse ‘quilómetro zero’ tem uma morada histórica: Aljustrel”, vincou.
O gestor acrescentou que projeto inaugurado esta semana “nasceu há quase cinco anos”, tendo em vista o “pilar da competitividade operacional” da empresa e a sua necessidade “ter custos mais baixos” face à impossibilidade de controlar “os preços dos metais” ou “as flutuações diárias do câmbio euro-dólar”.
“Precisávamos de escala para ter custos mais baixos. Este projeto permite-nos processar os dois minérios, cobre e zinco, em simultâneo, interligando as duas linhas [de produção] e otimizando a recuperação dos metais com criação de mais valor”, afiançou.
Desde que retomou a sua atividade, em 2009, a ALMINA já investiu 940 milhões de euros na mina de Aljustrel, e conta atualmente com 1.511 colaboradores, diretos e indiretos. Concluído o projeto “Feeding the Global Energy Transition”, a empresa já tem novos investimentos no horizonte.
Segundo o presidente da concessionária, a empresa aguarda a emissão da declaração de impacto ambiental para “investir 150 milhões de euros ao longo de quatro anos” na abertura e construção do jazigo de Gavião, onde predomina o cobre.
A par disso, a ALMINA pretende avançar com a exploração experimental do jazigo de Albernoa, de zinco e cobre, “que após cinco anos e mais de 10,8 milhões de euros investidos em prospeção” permitiu “uma descoberta com alta probabilidade de ter valor económico”.
“Pedimos a atribuição de direitos de exploração experimental e aguardamos a celebração do contrato, mas já perdemos mais de um ano de tempo precioso devido aos ‘labirintos’ legislativos”, lamentou Humberto Costa Leite.
Perante o primeiro-ministro e os ministros da Economia e do Ambiente, Humberto Costa Leite explicou ainda que a ALMINA “tem uma fatura mensal superior a dois milhões de euros” em custos energéticos, pedindo ao Governo “decisões de longo prazo e corajosas” nesta área.








