A geração que manda e se opõe neste país, grosso modo, ainda vivia a sua infância ou adolescência em Abril de 1974. Daí, obviamente e só por si, não vem mal ao mundo. Não é obrigatório que quem decide hoje os nossos destinos tenha estado preso ou tenha sofrido na pele as sevícias da ditadura. As sociedades transformam-se e os mais velhos e experientes deixam legados para que os mais jovens possam executar o futuro. É esta a lei da vida. De facto ninguém é dono do 25 de Abril. Seria até um contra-senso relativamente a uma data que promove a liberdade.
Contudo, parece-me que alguns dos filhos da revolução, sejam de esquerda ou de direita, não sei se por falhanço social e educativo ou cego ideal político, vivem alienados e indiferentes ao passado. O que é um perigo. Não conhecer o passado provoca dois problemas graves: branqueia o que foi mau e desvaloriza o que foi bom. Não conhecer o passado faz também com que achem que antes deles não havia mundo. Não lhes interessa olhar para a História, muito menos percebê-la. Preferem viver na vertigem das decisões modernas, sobranceiras e incontestáveis.
Aparenta haver neles uma carência de conhecimento humanístico, uma escassa preocupação com a ética e com a dignidade do ser humano, um acanhado pensamento filosófico, um confuso raciocínio económico.
Quarenta anos depois os portugueses estão descontentes com a democracia que têm.
Por que será?

Homem detido por tráfico de droga em São Luís
Um homem de 25 anos foi detido pela GNR, no domingo, 19, por suspeitas de tráfico de droga, durante uma feira na localidade de São







