Desde que Portugal entrou na então Comunidade Económica Europeia (CEE) – hoje União Europeia – muita coisa mudou no país. Com os milhões vindos de Bruxelas e Berlim fizeram-se estradas e hospitais, renovaram-se escolas e universidades, criaram-se novos equipamentos socais e culturais. Mas também se mudaram mentalidades e abriram novos horizontes aos portugueses. Em suma, todos passámos a viver melhor.
É fora das grandes cidades que a melhoria da qualidade de vida registada desde 1986 se tornou mais evidente. Com os financiamentos comunitários através dos consecutivos programas operacionais regionais, as aldeias e vilas do Alentejo (e todo o interior) puderam equipar-se com a dignidade que mereciam, ganhando novos argumentos na luta contra a desertificação e o envelhecimento das suas populações.
Mas tudo isto parece já ter sido há muito tempo… Hoje os desafios que se colocam ao Alentejo e aos alentejanos são enormes e exigentes. Porque apesar de milhões e milhões de euros investidos anos a fio, a região continua carente em muitas áreas e o futuro não se afigura nada animador, com o fecho anunciado de serviços na saúde, justiça, educação ou finanças.
Os novos cine-teatros, as piscinas, os relvados, os pavilhões, os parques de feiras, as bibliotecas, as escolas ou os centros de saúde faziam (e fazem) muita falta à região. Mas não chegaram para travar a sua perda de população! Daí que o novo quadro comunitário de apoio, a vigorar entre 2014 e 2020 e ainda envolto em algum mistério, possa vir a ser a derradeira oportunidade para o Alentejo crescer efectivamente. Por isso se exige um programa mais ágil e prático, com uma estratégia consciente da realidade em que vai intervir e que apoie as instituições e empresas locais com celeridade e de forma consistente. Talvez assim se evite o desastre total!

Castro Verde homenageia antigos combatentes
Castro Verde vai prestar homenagem aos antigos combatentes do Ultramar do concelho neste sábado, 18, numa cerimónia promovida pela Câmara Municipal, em parceria com a







