O quadro de fundos de apoio europeu para o novo período que se vai iniciar (2014 -2020) visa fomentar o desenvolvimento económico e social dos territórios, mas para o Baixo-Alentejo dificilmente passará de um frustrante inconseguimento.
Vários atos pontuam este caminho dilacerante para Beja e o Baixo-Alentejo.
O último ato estará certamente nos Programas Operacionais nacionais que vão balizar a aplicação dessas verbas.
É patente o boicote a uma estratégia de desenvolvimento, que vinha em curso acelerado de consecução, baseada na lógica do triângulo Alqueva e Mira + Aeroporto e Minas + Sines e Turismo, e a sua substituição por coisa nenhuma e – vá lá! – pela salvação – a muito custo e contra as ideias iniciais do Governo – do Alqueva na sua vertente agrícola.
Mesmo assim, assinala-se que o planeamento de desenvolvimento que fundamenta as apostas na região – o PAR, Plano de Ação Regional, da CCDR de Évora – ainda assusta com esta premonição anti-alqueva, anunciando: “…os problemas com a disponibilidade de água para as “indústrias de regadio” e a trazer uma maior presença de insetos oriundos do Norte de África, com os riscos e efeitos inerentes, p.e, na atração de turistas…” (pág. 20).
No que diz respeito ao Aeroporto de Beja é evidente o desinteresse do Governo por este projeto, que poderia ser de grande importância, o que se traduziu, desde logo, e como na altura denunciei, na sua pura e simples inconsideração no caderno de encargos da privatização da ANA.
É certo que o Governo PSD+CDS ainda tentou lançar uma cortina de enganos com o Relatório Ramôa, o qual foi rapidamente desconsiderado e esquecido, e hoje, apesar de o PAR parecer conter uma abertura, logo ela se fechou na formulação degradada do Programa Operacional 2020 da CCDR que é a da identificação de uma infraestrutura “latente”, dormente, numa amálgama de todas as valências, claramente invertidas na prioridade, com a seguinte afirmação: “…o aeroporto de Beja, ativo regional com potencial latente para desenvolver pilares da sua vocação em matéria de transporte de passageiros e carga aérea e de instalação de unidades industriais.” (proposta PO 2020, pág. 6)
Quanto ao IP8 e à autoestrada Sines-Beja confirma-se o seu abandono por completo. Não só retirada das prioridades como, mais radicalmente, fora das referências de planeamento e desenvolvimento regional, apesar de constar do Plano Rodoviário Nacional! E não obstante termos uma obra parada a meio…
Diz o PAR da CCDR “Entre as principais intervenções que, decerto, vão carecer de novos ciclos de investimento público (comunitário e nacional), deverão ter prioridade: as ligações facilitadas à AML, a continuidade do IP2 (ligação da A23 à A6), e ligação entre Évora e Beja, a par da adoção de uma solução adequada para a ligação entre Sines e a Auto-estrada A2.” (pág. 36)
Portanto: prioridade às ligações a Lisboa, de Évora para Norte (A23) e de Évora para Sul (Beja), e de Sines à autoestrada A2 Lisboa-Algarve.
Pergunta-se: Esta ligação de Sines à A2 é em direção a Este/Beja, como vinha a ser feita, ou é mudar para Norte, pelo IC33, para ligar a Évora?
E onde está referida a ligação entre a A2 e Beja? Não há!!
O propósito de afastamento entre Beja e o litoral confirma-o ainda a opção estratégia de privilegiar as ligações deste com Lisboa e com Évora e só em último lugar com Beja.
Consta assim: “Subsistema urbano do Litoral Alentejano (…) Em termos regionais, a rede policêntrica de centros urbanos enquadra-se num espaço de relacionamento de geometria variável, a articular prioritariamente com a metrópole de Lisboa e secundariamente com Évora e Beja.” (PAR pág. 111, e PO pág. 266).
Isto é exatamente ao contrário do que devia ser!
E, o primeiro ato disto tudo, foi a chegada ao Governo do PSD e do CDS!
Espero que haja arrependidos, e em vários setores do eleitorado!

Concelho de Ourique “na rota” do Mundial de gravel
Cerca de 1.000 atletas de 34 países são esperados na segunda edição do UCI Alentejo Gravel, prova que se realiza no concelho de Ourique neste







