Com a saúde não se brinca

Quinta-feira, 13 Março, 2014

Carlos Pinto

director do correio alentejo

As reformas no sector da saúde ao longo dos últimos anos fizeram do Serviço de Urgência Básico (SUB) de Castro Verde um ponto central no atendimento a doentes urgentes da zona sul do distrito. Ali acorrem diariamente utentes de cinco concelhos (Castro Verde, Almodôvar, Ourique e de algumas freguesias de Aljustrel e Mértola), assim como algumas das vítimas de acidentes de viação na A2, IP2 e IC1. E é preciso não esquecer que a estes se podem ainda juntar os trabalhadores que, eventualmente, possam sofrer acidentes durante o seu serviço nas minas de Neves-Corvo (a maior mina de cobre da Europa) e de Aljustrel.
Com tudo isto, seria expectável que o SUB de Castro Verde dispusesse das condições físicas mínimas para acolher todos estes potenciais utentes com o conforto adequado. Mas a realidade é precisamente a oposta! Se inicialmente o espaço reservado para os doentes à espera (e respectivos acompanhantes) era suficiente para as necessidades de uma urgência que se destinava apenas a um concelho, hoje o cenário é completamente diferente e não são raras as vezes em que se vê muita gente no exterior, junto às ambulâncias e outras viaturas de socorro, à espera de lugar na minúscula sala de espera.
A Câmara de Castro Verde já protestou, através de uma moção aprovada pelas forças políticas com representação no órgão (CDU e PS), contra esta situação, exigindo medidas urgentes que melhorem as condições do SUB de Castro Verde. Uma reivindicação legítima e que deve ser levada em conta pelos principais responsáveis pela saúde em Portugal, porque poupar recursos do Estado não deve ser sinónimo de diminuir a qualidade do serviço prestado aos cidadãos. Sobretudo na saúde, com a qual não se brinca!

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