Interior ou litoral, os mesmos direitos

Quinta-feira, 28 Maio, 2015

Carlos Pinto

director do correio alentejo

A Câmara de Ourique acaba de colocar no terreno o Balcão de Atendimento Itinerante: uma carrinha onde as populações das aldeias e montes mais recônditos do concelho podem efectuar pagamentos de taxas municipais, água, luz ou telefone, entre outros serviços [ver reportagem na página 2]. Na prática, um balcão sob quatro rodas que permite a todos os cidadãos ficarem mais próximos daquilo a que têm direito, independentemente da latitude em que decidiram fazer vida.
O projecto reveste-se de grande importância para as gentes deste concelho, mas ilustra também aquela que deve uma das nossas – baixo–alentejanos e gentes do interior – preocupações constantes: combater as desigualdades entre pequenos e grandes aglomerados e acabar de vez com aquela sensação de que em Portugal há cidadãos de primeira e cidadãos de segunda.
Viver no interior não deve jamais ser uma fatalidade. Quem optou por resistir aos apelos do litoral não pode ser prejudicado nas suas vidas. E se neste caso concreto a Câmara de Ourique deu um sinal de que todos os seus munícipes têm os mesmos direitos, continua a ser necessário que os mesmos passos sejam percorridos a partir do Terreiro do Paço. Em nome de um país mais equilibrado, de uma sociedade mais justa e de um interior mais próspero.

[B]Tudo é notícia?[/B]
“Mulher cancela noivado depois de namorado maltratar gata”. Assim lido o título parece uma daquelas histórias que alimentam o “Homem que mordeu o cão”, mas não! Foi mesmo uma das notícias de um CM Jornal da noite (na CM TV) na semana passada. O que nos leva a questionar se hoje tudo é notícia? Uma reflexão que todos – jornalistas e não só – devíamos fazer num tempo em que as fontes de informação são mais que muitas e o escrutínio à comunicação social é constante.

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