Após mais uma verificação técnica da “troika” que mereceu nota positiva pelo método como o Governo está a cumprir o programa de ajuda financeira, torna-se importante acelerar as reformas estruturais no sector do Estado, nas empresas com capital público, nos institutos, fundações e na justiça.
De igual modo, é urgente implementar políticas sociais que protejam as pessoas mais frágeis da nossa sociedade, com especial atenção para o desemprego e, muito em particular, para o desemprego jovem e de longa duração. Existem, com certeza, programas que podem dar alguma resposta a esta situação, nomeadamente parcerias com outras entidades públicas e privadas que, através de incentivos, possam, mesmo que temporariamente, minimizar estre flagelo da nossa sociedade.
A modernização e o aumento de competitividade das nossas empresas é importante, mas para isso é necessário financiamento e é nesse ponto que devemos actuar. É urgente injectar algum dinheiro na economia nacional.
É fundamental que assim aconteça de forma concertada com todos os outros indicadores da nossa macroeconomia.
Estamos a fazer um ajustamento organizado de toda a economia, fazemo-lo numa altura especial, em que os equilíbrios têm que ser muito bem geridos e as medidas necessárias para que tenham êxito devem ser tomadas no tempo certo. O tempo agora é de olhar para a economia do país
Hoje é, cada vez mais, fundamental começarmos a ver, de forma clara e perceptível, a adopção de políticas que apontem para o crescimento económico de Portugal e, neste particular, atrevo-me a considerar que o Baixo Alentejo reúne um conjunto de potencialidades que, devidamente exploradas, podem dar um contributo muito importante para ajudar nas políticas que o país precisa.
De facto, o Baixo Alentejo não tem conhecido um desempenho económico que se possa considerar satisfatório.
Isto decorre de décadas perdidas, durante as quais não se procedeu à requalificação da economia nem do capital humano desta sub-região, não obstante alguns investimentos públicos de grande envergadura como sejam a barragem do Alqueva, o aeroporto de Beja, a futura auto-estrada A26 (Sines-Beja) e a requalificação do IP2 (Beja-Évora).
Porém, os efeitos práticos de tais investimentos têm sido parcos, não sendo à data significativos para contrariar o despovoamento, o fraco crescimento económico ou a falta de competitividade das exportações regionais em geral.
Deste modo, e a par de medidas assertivas para a criação de riqueza e emprego, é urgente que o Governo proceda à rápida conclusão e/ou à maior operacionalização de tais investimentos públicos, sob pena de não surtirem os efeitos desejados.
Sabemos que estamos numa situação difícil, mas temos uma consciência clara de que o conjunto de investimentos públicos atrás citados, mais a aposta no transporte ferroviário, podem significar uma alteração profunda em toda esta região. Para isso temos de integrá-los numa estratégia coerente para o crescimento económico e demográfico do Baixo Alentejo, baseada em propostas exequíveis a curto/médio prazo, aproveitando e rentabilizando o investimento já realizado ou programado, envolvendo uma série de actores públicos e privados, envolvendo neste processo os representantes regionais e locais.
Os principais pilares desta estratégia são um projecto turístico próprio para o Baixo Alentejo, o fomento da instalação de estabelecimentos industriais, usando para o efeito instrumentos de política pública existentes (código fiscal do investimento, financiamento comunitário, etc.), o desenvolvimento de um cluster de energias renováveis, com especial destaque para as energias fotovoltaica, eólica e biomassa. E o incentivo à diversificação da economia, nas vertentes dos produtos agro-alimentares de maior sucesso na região, tais como o azeite, o vinho, a cortiça, o mel a pecuária (porco preto, ovinos e caprinos), plantas aromáticas e medicinais.
Podem ainda ser adoptadas várias medidas conducentes à fixação de população, tais como subsídios e isenções fiscais e ainda através de política coerente de atracção de população reformada.
Estas são algumas de muitas possibilidades que, a par de políticas de rigor de gestão dos dinheiros públicos, se revelam essenciais para o relançamento da confiança dos nossos concidadãos num Portugal mais próspero.

Concelho de Ourique “na rota” do Mundial de gravel
Cerca de 1.000 atletas de 34 países são esperados na segunda edição do UCI Alentejo Gravel, prova que se realiza no concelho de Ourique neste







