O verão decorreu de forma positiva para o turismo no Alentejo, que registou um crescimento de 3,6% nos primeiros oito meses do ano, o segundo maior no país, apesar das dificuldades que o setor tem vindo a atravessar no plano nacional.
Em declarações ao “CA”, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, faz um “balanço positivo” do verão agora terminado, lembrando que “sempre disse que este ano ia ser um ano muito difícil e muito exigente”, uma vez que há “há um abrandamento da procura turística externa, que afeta todas as regiões”.
“Mas no acumulado dos primeiros oito meses, a região está a crescer, em dormidas, 3,6%. E estamos a crescer 4% no mercado nacional e 3% no mercado internacional”, indica o presidente da entidade, frisando que o Alentejo “é a segunda região do país que mais cresce, a seguir ao Porto/Norte” e “a que mais está a crescer em proveitos turísticos”.
“A região que está a mais a crescer no rendimento de quartos disponível, o REVPAR, é também o Alentejo, o que significa que o nosso alojamento turístico está a ter uma performance muito interessante”, reforça.
Ou seja, continua José Manuel Santos, apesar das dificuldades, “o Alentejo está a conseguir crescer em valor” e em agosto teve mesmo a tarifa média por quarto vendido mais alta, “a seguir ao Algarve”.
Estes resultados levam o presidente da Turismo do Alentejo a garantir que a região mantém o objetivo de alcançar o seu “melhor ano de sempre” em 2026.
“Sabemos que é um ano difícil e exigente, quer no mercado português quer nos mercados internacionais, mas confiamos que neste último quadrimestre, com todas estas iniciativas e eventos que vamos ter, vamos conseguir chegar lá”, diz.
Nesse âmbito, José Manuel Santos destaca o facto de a região acolher, até final do ano, cinco grandes convenções de operadores internacionais de países como Brasil, Canadá, Reino Unido e Irlanda.
“E vamos também lançar, neste mês de outubro, a segunda vaga da nossa campanha ‘O Alentejo não se explica’. Como costumo dizer, não tiramos o ‘pé do acelerador’”, frisa.
Para o presidente da entidade regional, o objetivo é “procurar que os efeitos do crescimento do turismo, em valor e também em quantidade, possam chegar, idealmente, a todas as partes do território”.
“Sabemos que nem sempre isso é possível, porque o Alentejo é uma região muito grande, com operações hoteleiras muito distintas. Mas acreditamos que o esforço será recompensado”, conclui.












