A máquina burocrática

Quinta-feira, 11 Outubro, 2018

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Na recente passagem dos deputados que integram a Comissão de Saúde na Assembleia da República por Castro Verde [ver notícia na página 16], entre outros assuntos, abordou-se um caso caricato: a dificuldade sentida pelos responsáveis locais da área da Saúde em substituir colaboradores que se encontrem em situação de baixa prolongada, seja por gravidez ou doença. Uma situação ilustrada com um caso caricato (para não escrever outra coisa): o da autorização para uma substituição que só chegou… uma semana antes do final da baixa!
Este caso, que certamente poderemos multiplicar por dezenas ou centenas por todo o país, demonstra na perfeição como a máquina burocrática do Estado ainda é, na maior parte das vezes, o principal obstáculo à acção do mesmo. Da Saúde à Protecção Civil, da Segurança ao Emprego ou à Segurança Social, quantas serão as vezes que processos em curso esbarram na necessidade de mais um papel, de mais um despacho, de mais deliberação, de mais uma autorização?
Toda esta morosidade é, nos dias que correm, impensável. Sobretudo num país que na relação Estado-contribuintes está na linha da frente naquilo que é e celeridade com que se cobram taxas e outros impostos. Daí que seja imperativo que o Estado seja cada vez mais ágil e eficiente na sua própria acção, eliminando as barreiras que constantemente coloca a si próprio e aumentando o seu grau de eficiência. Certamente que assim todos sairemos a ganhar!

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