Durante os últimos dias, três homens foram detidos pelas forças de segurança no distrito de Beja devido a crimes de violência doméstica. Um deles ficou em prisão preventiva, outro com pulseira eletrónica e o terceiro proibido de contactos com a vítima, além de apresentações periódicas na PSP de Beja.
Foram três casos em escassos dias. Mas desde o início do ano já foi registado, segundo os registos noticiosos consultados pelo “CA”, um total de 16 situações de violência doméstica com intervenção policial e medidas de coação aplicadas aos agressores, todos homens. Leu bem: 16!
Infelizmente, esta é uma realidade que continua bem presente nas nossas comunidades e que, aqui e ali, vem sendo posto a descoberto pela boa atuação das forças de segurança. São 16 casos tornados públicos (e bem), mas seguramente que serão muitos mais os episódios de violência doméstica – seja ela física, verbal ou moral – que sucederam na região ao longo destes meses e que ficaram registados num manto de silêncio e indiferença. E nos dias que correm tal é completamente inaceitável!
A violência doméstica é um crime público e tem de ser combatido de todas as formas possíveis e imagináveis. Não podemos assobiar para o lado, condescender, tolerar ou aceitar como se tal fosse uma inevitabilidade. Não, não, não! É por isso que devemos aplaudir a atuação das forças de segurança nestes 16 casos de violência doméstica e assumir, de uma vez por todas, a necessidade de combater este flagelo. Mesmo que seja o nosso vizinho ou um parente mais próximo. Caso contrário, seremos apenas um conjunto de pessoas e nunca uma comunidade!

Torneio em Odemira junta seleções femininas sub-14 de andebol
As seleções regionais sub-14 femininas de andebol de Lisboa, Setúbal e Algarve/Baixo Alentejo participam, no sábado, 30, na edição deste ano do Sudoeste Andebol Cup,







