Desde a sua primeira eleição como presidente da Federação Regional do Baixo Alentejo do Partido Socialista que assumi a minha discordância quanto à liderança de Luís Ameixa. Desde então procurei manter a coerência do meu pensamento e a liberdade das minhas convicções.
Muitas vezes me custou dizer o que disse ou escrever o que escrevi. Mas fi-lo convencido do superior interesse do PS e com a intenção de promover a discussão de novos pensamentos e alternativas.
Os anos passaram e o poder de decisão do PS – os seus militantes – sempre entendeu validar continuamente a liderança de que discordei. Não importa neste momento fazer juízos de valor sobre as razões, importa sim reforçar o PS num momento difícil e é isso que entendo dever fazer, uma vez mais, por imperativo interesse do colectivo.
Entendo que no momento actual o PS deve estar unido e forte. Porque um partido com a responsabilidade política que o Partido Socialista tem deve aos cidadãos a garantia de estabilidade e a construção de soluções válidas e sólidas.
Reconheço a naturalidade da recandidatura de Luís Ameixa a um novo e último mandato como presidente da Federação. E não identifico a virtude de uma candidatura que divida os socialistas e fragilize a sua acção.
A nossa região e o país ganham com um PS forte e capaz de intervir com todas as energias no combate às adversidades. Os baixo-alentejanos aceitarão como saudável a intenção de unidade em momentos difíceis. Os socialistas estarão ainda melhor preparados se nos aliarmos no essencial em detrimento do acessório mesquinho.
Desejo que o meu contributo de unidade seja tão só isto: a confirmação da naturalidade de um processo eleitoral. Um reconhecimento pragmático das circunstâncias políticas internas e externas do PS no país e na região.
E aspiro a que a unidade se fortaleça na abrangência efectiva das ideias e das figuras. Limitando o meu contributo à militância discreta, mas apoiante. Em suma, a ética da responsabilidade exige agora reserva e cooperação. Mas no futuro exigirá clarificação e novo rumo…

Concelho de Ourique “na rota” do Mundial de gravel
Cerca de 1.000 atletas de 34 países são esperados na segunda edição do UCI Alentejo Gravel, prova que se realiza no concelho de Ourique neste







