Perante os atentados contra cidadãos que lutam pela vida com meios democráticos e pacíficos todos sentimos uma profunda dor e apelamos aos que assim procedem para acabar com estes atos de terror. Como cristãos rezamos por eles e pelas suas vítimas e imploramos de Deus a conversão ao amor e a consolação para quem sofre. Mas também pedimos aos governos e instituições internacionais para intervir, sentando à mesa do diálogo os representantes das fações em litígio e buscando soluções pacíficas, compromissos possíveis, no respeito pelas diferenças culturais e religiosas.
As organizações da sociedade civil podem conseguir melhores resultados que os governos, pois estes estão muito identificados com os seus interesses económicos e políticos. Cito apenas o exemplo do Quarteto para o Diálogo Nacional na Tunísia, a quem foi atribuído o prémio Nobel da paz deste ano de 2015. Estas instituições conseguiram transformar a primavera árabe na Tunísia numa oportunidade para uma democracia pluralista e desenvolver um processo político alternativo no momento em que o país estava à beira de uma guerra civil.
Tudo isto parece uma ingenuidade. Mas acredito que água mole em pedra dura tanto dá até que fura, como diz o nosso ditado. A evolução da humanidade é lenta, mas o recurso à guerra, à violência, é um retrocesso. Os fins não justificam os meios. A educação na família, na escola, nas comunidades religiosas deve ajudar a construir a paz. Bem-aventurados os que sofrem por causa da paz, proclamou Jesus.
Homens, sede homens, gritou o Papa Paulo VI na ONU e em Fátima. Também nós temos de continuar a gritar, para acordarmos os violentos, os indecisos e os indiferentes. Mas ao mesmo tempo gritar pela justiça, pela solidariedade, pela compaixão, pela misericórdia, de modo que todos sintam e vejam o outro como um amigo, um irmão, que caminha connosco nas alegrias e tristezas, nos sucessos e fracassos, na penúria e na abundância.
A oração da Igreja alerta-nos para a caducidade das coisas materiais e da história do mundo, mas também para o Senhor que vem salvar-nos. Neste processo, sabendo que não temos aqui morada permanente, estejamos vigilantes e ajudemo-nos fraternalmente na peregrinação da vida.

Concelho de Ourique “na rota” do Mundial de gravel
Cerca de 1.000 atletas de 34 países são esperados na segunda edição do UCI Alentejo Gravel, prova que se realiza no concelho de Ourique neste







