Trabalhadores da empresa RTS protestam contra salários em atraso

Trabalhadores da empresa RTS protestam contra salários em atraso

Os quase 30 funcionários da empresa RTS, que produz pré-fabricados em cimento, aproveitaram esta segunda-feira, 1, a deslocação da ministra da Agricultura a Serpa para protestar contra alegados salários e subsídios em atraso, o que consideram “insustentável”.
“Estes trabalhadores estão aqui, aproveitando a presença de um membro do Governo, para dizer como é que é possível neste país que se esteja a trabalhar sem receber”, afirmou Fátima Messias, dirigente do Sindicato da Cerâmica do Sul.
O protesto, que juntou “25 dos 27 trabalhadores” da empresa (dois estão de férias), teve lugar na zona da Herdade Maria da Guarda, na freguesia de Vale de Vargo (Serpa), onde a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, presidiu à inauguração do lagar da Casa Agrícola Cortez de Lobão.
Segundo Fátima Messias, os funcionários desta empresa, que labora nos concelhos de Montemor-o-Novo e Beja, têm três meses de salário em atraso, assim como subsídios.
“Estes trabalhadores não recebem salários desde Julho, Agosto e, agora, Setembro e têm em dívida o subsídio de Natal de 2011 e o subsídio de férias deste ano”, alegou, exclamando que “estão a pagar para trabalhar”.
A RTS – Pré-fabricados de Cimento (ex-PREDIANA), segundo a dirigente sindical, é propriedade de João Paulo Ramôa, antigo governador Civil de Beja e, até recentemente, coordenador do grupo de trabalho criado pelo Governo para definir uma estratégia para o aeroporto de Beja.
“O dono desta empresa é um senhor bem conhecido da região” que, “entretanto, decidiu ‘abalar’ para Moçambique, onde também tem empresas, e há dinheiro nesta empresa e não pagam aos trabalhadores”, criticou.
Fátima Messias considerou “insustentável” esta situação e revelou à Agência Lusa que estão previstas, para esta terça-feira, 2, reuniões com a Autoridade para as Condições do Trabalho em Évora e com a administração da empresa.
Os funcionários “estão a trabalhar sem receber”, que Fátima Messias sublinhou ser um “roubo aos salários”.
“Porque há dinheiro. Este empresário tem dinheiro, é um empresário de sucesso no Alentejo e deixa os trabalhadores nesta situação”, lamentou.

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Correio Alentejo

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