Suspeita de rituais satânicas em igreja de Santiago do Cacém

Suspeita de rituais satânicas

A prática de rituais satânicos pode estar na origem da vandalização de uma ermida do século XVI, em Santiago do Cacém, o terceiro caso naquela capela nos últimos anos.
Segundo o director do Departamento do Património Histórico e Artístico (DPHA) da Diocese de Beja, José António Falcão, a Ermida de São Pedro, na encosta do castelo de Santiago do Cacém, foi vandalizada em meados de Agosto, estando o caso está a ser investigado pela GNR, já que na sua origem pode estar a realização de rituais satânicos na capela.
Como "não houve furto", temos "essa suspeita fundada", afirma à Lusa José António Falcão, embora ressalvando que, "ao contrário de outras situações anteriores, desta vez não se sabe exactamente".
A Ermida de São Pedro foi vandalizada “durante a noite”, tendo os autores dos actos entrado no edifício religioso e queimado “as toalhas e os reposteiros”, arrancando também “os fios de electricidade”, explica.
Além disso, continua, “urinaram na pia da água benta, deixaram papéis pelo chão e improvisaram uma espécie de altar na sacristia”.
O responsável do DPHA precisa que o acesso à ermida foi feito de forma “bastante agressiva”, pois foram “retiradas pedras dos alicerces da própria igreja”.
As pedras foram usadas para apedrejar a capela, tendo a porta principal cedido após “tanta pancada”, diz.
Segundo José António Falcão, naquela zona do Castelo, “desde há uns meses ou semanas, têm existido movimentos estranhos”.
“Têm-se ouvido, à noite, barulhos que inquietam muito os cães”, junto à Igreja Matriz de Santiago do Cacém, localizada na mesma área, exemplifica.
O caso, segundo o responsável do DPHA, lançou “um certo alarme na população, sobretudo nas pessoas que vivem à volta” da Ermida de São Pedro, tendo já surgido quem se ofereça para ir dormir dentro das igrejas.
José António Falcão mostra-se prudente, defendendo que a população deve “deixar as autoridades fazer o seu trabalho” e alerta que “quem realizar crimes contra o património terá que ser perseguido e responsabilizado”.

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Correio Alentejo

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