Regantes criticam proposta da EDIA para a gestão da água do Alqueva

Regantes criticam proposta da EDIA para a gestão da água do Alqueva

As associações de regantes do Ardila e Enxoé, de Odivelas e do Roxo contestam a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) por esta ter apresentado recentemente uma proposta de protocolo em que a gestão da água, bem como a sua facturação e cobrança, aparecem como competências da empresa, cabendo apenas ao regantes um papel “fundamentalmente administrativo”.
A proposta da EDIA é bastante criticada pelas três instituições associativas, que lembram que à luz da legislação actual (Decreto-Lei 269/82, de 10 de Julho) “a gestão da água deve ser passada para as associações de regantes”.
Luís Mira Coroa, membro da Associação de Beneficiários do Ardila e Enxoé, vinca mesmo ao “CA” que o protocolo proposto significava que os regantes ficariam “como simples informadores do que se passaria no campo no que diz respeito à utilização da água”.
“Esse não é o objectivo da associação de regantes e os estatutos em vigor, impostos por lei, não prevêem este tipo de participação por parte das associações de regantes. Ao assinarmos este protocolo estaríamos a incorrer em ilegalidade”, acrescenta, notando que a “EDIA deve preocupar-se com a difícil, mas imperiosa, tarefa de concluir a obra de Alqueva, deixando para os agricultores e associações de regantes a gestão da água e dos seus perímetros de rega conforme a legislação prevê”.
Além dos regantes, também o presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA), Manuel Castro e Brito, defende que “os agricultores devem estar envolvidos, de pleno direito, na gestão da água”.
Já o presidente da FENAREG – Federação Nacional de Regantes de Portugal, José Núncio, afiança que a gestão da rede secundária do Alqueva “deverá ser entregue aos agricultores através das associações de regantes”.

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Correio Alentejo

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