PSD contesta críticas às culturas intensivas

PSD contesta críticas

A Distrital de Beja do PSD contesta as críticas que têm vindo a público nas últimas semanas às culturas intensivas na área do Alqueva, garantindo estar ao lado dos agricultores baixo-alentejanos.
Em comunicado, os sociais-democratas opõe-se às “posições extremistas de alguns partidos e movimentos cívicos” relativamente às culturas intensivas na região, considerando que os aspectos negativos associados às monoculturas intensivas e super-intensivas “devem ser avaliados, através da ciência e tecnologia, da monitorização e de uma actualização periódica de estudos de impacto ambiental, para que sejam cada vez menos representativos numa exploração agrícola”.
“Não nos podemos esquecer que estas culturas, são as mais bem adaptadas à bacia mediterrânica, este é o seu habitat natural, independentemente da sua intensidade”, diz o PSD, adiantando que estas culturas consomem menos fitofármacos, fertilizantes e água.
A Distrital de Beja do PSD argumenta ainda que as áreas regadas no Alentejo “são aproximadamente 10% (200.000 hectares de regadio), o que é muito abaixo dos níveis médios dos países da OCDE, que está na ordem dos 18 a 20%, sendo que nos EUA atinge os 20%”.
“Os críticos estão assim, contra a transformação paisagística resultante da implementação dos blocos de rega de Alqueva, algo que foi estudado e definido pelas entidades governamentais do país, havendo inclusive estudos de impacto ambiental, associados ao aproveitamento hidro-agrícola”, afirmam os sociais-democratas.
Para o PSD, “as culturas intensivas vieram criar uma dinâmica competitiva, em detrimento de uma agricultura de sequeiro assente nos cereais, que não consegue fazer face às condições de mercado actuais, não tem portanto viabilidade económica”, além de impulsionarem também “a economia regional, através da criação de novas empresas prestadoras de serviços e de apoio à actividade agrícola, fomentando a criação de postos de trabalho e a fixação de famílias na região”.
“Não nos podemos esquecer que é o desenvolvimento económico que cria emprego, leva ao crescimento de empresas que pagam impostos, que por sua vez, permitem termos estado social e pagar apoios a quem deles precisa”, frisa a Distrital de Beja em comunicado, assumindo “o compromisso de se posicionar ao lado dos agricultores baixo-alentejanos na defesa daquelas que são as suas maiores preocupações e necessidades”.

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Correio Alentejo

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