Professores de Geociências do Alentejo e Algarve visitaram Aljustrel

Almina - professores de geociências (out 2026)

Cerca de 90 professores de Biologia e Geologia no 3º ciclo do ensino básico e secundário visitaram a vila de Aljustrel no passado dia 17 de outubro, no âmbito do XIX Encontro de Professores de Geociências do Alentejo e do Algarve.

A iniciativa, que teve como mote “Que recursos geológicos para o futuro?”, foi promovida pela DPGA – Associação para a Defesa e Divulgação do Património Geológico do Alentejo e Algarve, tendo a colaboração da ALMINA – Minas do Alentejo, concessionária das minas de Aljustrel, assim como da Câmara Municipal e do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

Segundo a ALMINA, a visita contou a participação de Filipa Luz, geóloga de prospeção na empresa e doutorada em Metalogenia, que na ocasião mostrou “o trabalho que desenvolve, desenhando uma ponte real entre a indústria e a academia”.

Ao lado de Filipa Luz também estiveram outras profissionais da empresa, numa manhã em que foi realizada “uma abordagem profundamente prática no terreno na zona do Chapéu de Ferro, com identificação de rochas no campo, recolha de amostras e partilha de exercícios práticos a desenvolver, pelos próprios docentes, nas salas de aula com os seus alunos”.

“As novas gerações revêm-se muito na questão da proteção ambiental, sem perceber que, se não houver indústria mineira, não conseguimos fazer a transição energética necessária para assegurar o futuro”, destaca Filipa Luz, citada no comunicado.

A geóloga acrescenta que a empresa tem “uma responsabilidade social em manter a comunicação ativa e promover a literacia sobre esta indústria”.

Após o almoço, realizou-se na Biblioteca Municipal de Aljustrel uma sessão, com apresentações de Filipa Luz e João Matos.

Na ocasião, a geóloga partilhou o que a ALMINA tem desenvolvido na área da prospeção, aguçando a “curiosidade pela área e as parcerias possíveis entre a indústria e a academia”, destaca a empresa.

Seguiu-se a visita às instalações do LNEG em Aljustrel, incluindo o espólio de 105 kms de sondagens realizadas desde os Anos 50 do século passado, terminando o dia junto à ermida de Nossa Senhora do Castelo.

Segundo Filipa Luz, “foi produzido um livro de campo de detalhe sobre a saída que poderá ser utilizado como recurso didático para os professores, assim como vários recursos online para melhoria das aulas e dinamização”.

A geóloga acrescenta, relativamente ao futuro, que estão a ser “projetadas atividades para alunos do 8º ao 12º ano, que podem ser replicadas por qualquer unidade de ensino”, assim como técnicas e exercícios “que podem ser adaptados para formar os mais novos e, assim, entusiasmar as novas gerações pela área da prospeção e pela indústria no seu todo”.

Outra possibilidade, propõe Filipa Luz, passa por “organizar visitas e passeios didáticos porque há muitas histórias aqui que desconhecemos, de quem trabalha e trabalhou na mina, cativando o público para o conhecimento do que é a Geologia”. Mostrar o lugar vital que a ALMINA ocupa na contribuição diária pelo desenvolvimento local, a par do impacto global que a nossa atividade representa, participa, sob o mote da educação, no mapa dos eixos basilares a que nos propomos diariamente” , conclui a empresa mineira.

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