Produção de ovinos é “fundamental” no Campo Branco

A produção de ovinos no concelho de Castro Verde e nos municípios limítrofes tem séculos de tradição e continua a ser uma vertente “fundamental” nas explorações agropecuárias da região, assume o presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB).

Em declarações ao “CA”, José da Luz Pereira reconhece que a existência de ovinos “nas explorações é fundamental”, acrescentando que a atual produção no Campo Branco, que conta com um efetivo reprodutor “na ordem dos 140.000 a 150.000 ovinos”, “está a vender-se bem”.

Para o presidente da AACB, com sede em Castro Verde, uma das razões para este bom momento da produção de ovinos no Campo Branco tem que ver com o crescimento das exportações de animais para Israel, um dos principais mercados consumidores desta carne a nível mundial.

“Estamos a vender diretamente os borregos para Israel, com muito menos intermediação, o que está a ser muito benéfico para a produção, na medida em que eles próprios já têm centros de engorda em Portugal e adquirem muitos borregos para depois fazer o abate em Israel. E já se fala em fazer em abate em Portugal”, revela José da Luz Pereira.

O dirigente associativo acrescenta que esta realidade tem levado a uma valorização do preço a que são comercializados os animais, na ordem dos “30 a 40%”.

“E além do preço ser mais vantajoso, eles levam animais mais pesados, ou seja, mais caros”, sublinha.

Tudo isto leva o presidente da AACB a considerar que a produção de ovinos pode “crescer mais” na região… desde que seja possível “arranjar pessoas capazes para o maneio desses animais”. 

“Um  produtor até pode querer aumentar a sua exploração, mas encontra dificuldades de mão-de-obra. Tem que ser alguém que conheça o setor”, justifica.

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Correio Alentejo

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