O candidato a secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos afiança que o Alentejo “tem muito a dar ao país” e que é necessário “apostar nos homens e nas mulheres que decidiram ficar” na região.
“Temos de dar oportunidades de desenvolvimento a todo o território”, disse o ex-ministro das Infraestruturas nesta quinta-feira, 30, à noite, em Beja, durante um encontro com militantes.
No seu discurso perante mais de centena e meia de apoiantes, Pedro Nuno Santos afiançou que o aumento dos salários é “maior batalha [do país] nos próximos anos”.
“Precisamos de dar um novo impulso e de resolver problemas que ainda persistem no país, desde logo nos serviços públicos, mas também do ponto de vista salarial, pois ainda não temos os níveis salariais a que o povo português tem direito”, justificou.
Numa intervenção de quase 30 minutos, em que contou na plateia com os três líderes federativos do PS no Alentejo, Nelson Brito (Baixo Alentejo), Luís Dias (Évora) e Luís Testa (Portalegre) na plateia, além dos autarcas de Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde, Mérola, Odemira e Ourique, o ex-ministro das Infraestruturas lembrou a “trajetória de recuperação” do país iniciada em 2015, com a entrada em funções do governo de António Costa.
“Tivemos uma economia que cresceu sempre acima da média europeia desde 2015, entramos num processo de aproximação da média europeia e conseguimos criar mais de 600 mil postos de trabalho”, assinalou.
Ao mesmo tempo, continuou, “os salários aumentaram, as pensões aumentaram e a despesa social aumentou”, enquanto “a dívida pública foi baixando em cada um destes oito anos”.
“Não temos de contrariar o que fomos fazendo, só temos de continuar a fazer o que sempre fizemos”, disse o candidato do PS, para logo “atacar” as medidas anunciadas pelo PSD para os pensionistas.
“Hoje assistimos a um PSD com uma linguagem extremada, panfletária, radicalizada, mas ao mesmo tempo a tentar dirigir-se a uma parte do eleitorado que sempre maltrataram, os pensionistas”, que “nunca contaram com o PSD para lhes aumentar as pensões e os rendimentos, antes pelo contrário”, frisou.
Pedro Nuno Santos disse ainda que o debate político “não se divide entre radicais e moderados”, mas sim “entre quem tem convicções e quem não tem convicções”.
“Eu não sou radical moderado, eu tenho convicções”, concluiu.












