Napoleão Mira edita livro sobre a Índia

Napoleão Mira edita

A Índia é uma terra de contrastes, apaixonante e de cores vivas, mas também a paisagem do novo livro de Napoleão Mira, que depois de duas viagens à Índia não deixou de registar em palavras o que viu e sentiu. Assim nasceu Olhares: Relatos da Índia, livro que o autor entradense (e colaborador do “CA”) lançou em Dezembro.
Este é um livro escrito com as ‘palavras instante’ que me ocorreram para descrever situações, locais, pessoas ou episódios que me marcaram. O resultado é um livro escrito com o olhar de deslumbre de uma criança e com sabedoria de um sexagenário inquieto”, revela Napoleão Mira ao “CA”, admitindo que escreveu para nunca esquecer o que viu.
“Procurei escrever todos os dias por uma só razão. Porque as coisas novas sucediam-se umas atrás das outras e o meu espaço de memória já não é o mesmo que era dantes”, conta.
Deste exercício resultaram mais de 300 páginas sobre as várias latitudes (e realidades) da Índia, país que encantou Napoleão Mira. “A Índia marca qualquer viajante. No meu caso pessoal, e depois de percorrer umas dezenas de países, afirmo sem qualquer réstia de dúvida que é o país mais extraordinário de entre todos os que até hoje conheci”, afiança o autor, que não esconde aquilo que mais o marcou nas duas viagens que fez ao país.
“Primeiro a monumentalidade. A superação e mestria desses homens antigos que nos legaram os tesouros que os nossos olhares percorrem sempre com um ‘bruá’ de espanto. Em segundo lugar os cheiros. Eu que sou guiado por cheiros, devo ter parecido um rapazito perdido em loja de guloseimas. E por fim as cores. Vi na Índia derivados de cores que pensava não existirem […] nos saris das mulheres, nos turbantes dos homens ou nas cores das especiarias”, conta.
Olhares: Relatos da Índia já está a venda, através do site www.napoleaomira.com ou contactando directamente o autor. Mas com outros escritos na bagagem, Napoleão Mira não rejeita a possibilidade de novas aventuras literárias pelas suas memórias de viajante.
“Sempre tive este hábito de escrevinhar estes episódios ao vivo por onde fui passando. Quando pensei em editá-los em livro comecei a ser mais cuidadoso já com esse fito. Tenho quase pronto um novo volume de Olhares, desta feita acerca do Perú e da Bolívia. E tenho outros escritos de outros países da Ásia, como o Camboja ou o Laos, ainda da Tailândia e do Vietname. Por isso, e se o público me der essa indicação, tenho material para vários Olhares”, garante.

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Correio Alentejo

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