O Rio Mira, que atravessa o concelho de Odemira, vai ser desassoreado, num investimento avaliado em cerca de 2,8 milhões de euros e que deverá estar concretizado até final do próximo ano.
O Protocolo de Colaboração Técnica para a Intervenção de Restauro Ecológico do Rio Mira foi assinado, na tarde desta terça-feira, 14, pela Câmara de Odemira e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa cerimónia realizada na vila do Alentejo Litoral e que contou com a presença da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.
“É um projeto que as pessoas de Odemira estão à espera há muito tempo para tornar o rio mais navegável e também para fazer a renaturalização das suas margens e a recuperação dos ecossistemas ao longo do Mira”, disse a governante ao “CA” no final da cerimónia.
A ministra explicou que, até final de 2026, será desenvolvido o projeto de execução, num investimento avaliado em cerca de 300 mil euros e financiado pelo Fundo Ambiental.
Já as obras de desassoreamento decorrerão ao longo de 2027, tendo um custo estimado de 2,5 milhões que será candidatado ao programa temático Sustentável 2030 ou, em alternativa, assumido pelo Fundo Ambiental, acrescentou.
Para o presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, o desassoreamento do Rio Mira “é um investimento mesmo muito importante” para o concelho, uma vez que vai permitir a criação de “condições de navegabilidade do rio, que é um dos principais fatores de coesão no território”.
“Isso também nos trará novas oportunidades de valorização do rio enquanto meio de termos mais turismo, um turismo diferenciado e associado ao rio e à natureza”, acrescentou.









