Gonçalo Valente (AD). “Este Governo voltou a colocar o distrito de Beja no mapa de Portugal”

Gonçalo Valente 2

Em entrevista ao “CA”, o cabeça de lista por Beja da AD, coligação que junta PSD e CDS-PP, Gonçalo Valente, defende o trabalho realizado pelo Governo de Luís Montenegro, mostrando-se convicto que vai voltar a ser eleito no dia 18 de maio.

Por que razão devem os baixo-alentejanos votar AD nas eleições Legislativas de 18 de maio?

Os baixo-alentejanos devem, sobretudo, exercer o direito de voto no próximo dia 18 de maio e sim, votar na AD. A candidatura da AD é a única que garante a continuidade do investimento que está a ser feito na nossa região, nomeadamente, as grandes obras estruturais, como é o caso da A26 até Beja, já aprovada pelo Conselho de Ministros, e a ampliação e requalificação do Hospital de Beja, que já saiu em Diário da República. Queremos continuar a apostar forte na valorização do setor agrícola, atividade predominante no distrito de Beja. Durante a anterior legislatura, abruptamente interrompida pela união do PS com o Chega, o Governo promoveu uma estratégia de aproximação da população, auscultando os seus desafios, o que permitiu dar a resposta que todos nós pedíamos há muitos anos. Pretendemos ainda responder aos desafios com que os baixo-alentejanos se debatem, seja no plano social, ambiental e económico, sem esquecer a continuidade do investimento nos jovens.

Existem condições políticas para a AD manter a eleição de um deputado ou até reforçar a sua votação no círculo de Beja?

Durante os 11 meses de trabalho na Assembleia da República, tive sempre como prioridade a defesa intransigente dos baixo-alentejanos, fazendo tudo o que estava ao meu alcance para conseguir fazer aprovar investimentos há muitos anos reivindicados pelas nossas populações. Vários membros do Governo deslocaram-se com frequência ao território, como não tenho memória. Conseguimos o segundo maior orçamento do país no Orçamento de Estado para a reabilitação e manutenção de estradas na região. Por exemplo, a questão do caroço da azeitona, que após anos a ser solicitada a alteração para subproduto, conseguiu, através do Governo da AD, esta alteração de tipologia, que irá proporcionar a criação de valor aos produtores e novas oportunidades de negócio decorrentes do paradigma da agricultura circular. Um outro exemplo foi a questão da “língua azul”, onde a proximidade com o Ministério da Agricultura e Pescas permitiu compensar os produtores afetados. Na mesma linha, as intempéries que recentemente afetaram as culturas foram reconhecidas pelo Governo e abertos concursos para reduzir as quebras. A chegada da água, através de abastecimento público, à freguesia de Espírito Santo. A abertura do concurso para a reabilitar a Estrada Regional 267, que liga o concelho de Almodôvar a Mértola, que se encontrava suspenso pelo anterior Governo socialista. Estes são alguns exemplos que demonstram que temos asseguradas as condições para manter a presença de um deputado da AD. Assim sendo, creio que é legitimo considerar possível um reforço expressivo da nossa votação face a 2024.

A candidatura da AD é a única que garante a continuidade do investimento que está a ser feito na nossa região, nomeadamente, as grandes obras estruturais.

Quais devem ser as prioridades do futuro Governo para o distrito?

No programa para o distrito, foram definidas as seguintes prioridades por setor. Na saúde, após ter saído em Diário da República a ampliação e requalificação do Hospital de Beja, dando assim inicio ao processo, pretendemos que seja reforçada a capacidade de resposta do SNS do distrito, seja através de equipamentos inovadores e capazes de responder às necessidades dos utentes, seja através da criação de atratividade de especialistas para a região. Na agricultura, na sequência da apresentação da [estratégia] “Água que Une”, pretendemos materializar os investimentos previstos para o distrito e que possibilitam o acesso à água de forma justa fomentando uma utilização eficiente. Também pretendemos dinamizar projetos na fileira agroalimentar, promovendo o valor acrescentado no distrito, e encontrar financiamento e concretizar a obra do bloco de rega de Póvoa-Amareleja. Nas zonas de agricultura de sequeiro pretendemos reforçar os apoios, valor dos bens, produtos e serviços, assim como classificar o nosso distrito como território vulnerável. Na área social, queremos dar resposta, de acordo com a nossa capacidade de intervenção, no acolhimento de mão de obra. Quem vem tem de ter condições dignas de vida, sem pôr em causa a dignidade e os costumes das populações locais. Queremos fortalecer o combate às redes de tráfico humano e uma maior fiscalização, Nas acessibilidades, em 11 meses o plano de investimento comunicado nesta temática demonstrou que cumprimos o que reivindicamos e que consideramos fundamental para dotar o Baixo Alentejo de uma rede rodoviária e ferroviária inovadora e de qualidade, como já estamos a fazer. De igual modo, pretendemos dinamizar o Aeroporto de Beja como um dos eixos de desenvolvimento do Baixo Alentejo e cuja estratégia deverá refletir as necessidades atuais e futuras. Acelerar a reabilitação de estradas nacionais e regionais. Por fim, a educação é um dos pilares do desenvolvimento de uma região e do país. Assim, pretendemos modernizar e dotar as escolas de meios humanos e físicos que possibilitem melhorar as condições para os nossos alunos. Pretendemos ainda, enquadrados na estratégia nacional, aumentar e reforçar a resposta em termos de creche. Ainda no plano da educação, pretendemos reforçar e promover as sinergias entre as instituições de ensino superior e a comunidade empresarial.

Em matéria de investimentos a realizar no distrito de Beja, quais deverão ser prioritários para a próxima legislatura?

Materializar as obras identificadas ao nível rodoviário e ferroviário, assim como a reabilitação do Hospital de Beja. Acrescente-se ainda a materialização dos investimentos em termos do plano “Agua que Une”, nomeadamente no que respeita aos perímetros de rega no distrito.

Como avaliar a ação do governo cessante em relação ao distrito de Beja?

O Governo cessante voltou a colocar o distrito de Beja no mapa de Portugal e deu o devido reconhecimento aos baixo-alentejanos, como há muito não se via. Senti – e creio que esse sentimento é muito generalizado – que este Governo olhou verdadeiramente para a nossa região. Partindo deste ponto de vista, a avaliação só pode ser muito positiva e reconfortante.

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