Na véspera do arranque de mais uma edição do Festival Sabores do Borrego, que se realiza entre quinta-feira e sábado, o presidente da Câmara de Castro Verde, António José Brito, diz tratar-se de “uma iniciativa muito importante”, porque “valoriza o território e as pessoas do mundo rural”.
Quais são as expectativas relativamente ao Festival Sabores do Borrego 2024?
Como sempre, muito boas! Trata-se de uma iniciativa muito importante, desde logo porque valoriza o território e as pessoas do mundo rural. O festival é “uma montra” daquilo que se faz bem feito no concelho de Castro Verde e no Campo Branco, que envolve igualmente os municípios de Almodôvar, Aljustrel e Ourique. A valorização da agricultura, enquanto setor fundamental e nuclear do nosso território, acaba por ser o pilar deste evento e também é aquilo que lhe dá muita força e expressão. É um evento que tem ganho muita expressão e, a nosso ver, é muito apreciado pelas pessoas devido à multiplicidade do seu programa. A promoção da Semana Gastronómica em todos os concelhos do Campo Branco dá ainda mais escala ao festival e, nesse contexto, o evento acaba por ter uma expressão sub-regional, permitindo atrair cada vez mais visitantes e expositores. Julgo que o festival dá visibilidade a Castro Verde enquanto local central do Campo Branco, onde prevalece um território diferenciado que está classificado como Reserva da Biosfera da UNESCO.
Haverá novidades em 2024 face às edições anteriores?
O festival é, sobretudo, uma festa e um lugar de encontro! As pessoas juntam-se ali e celebram o território, as suas vivências e tradições. Como sempre, o Almoço com Pastores será um momento importante de partilha e elevação da vida no campo e dos seus costumes. A par disso, será possível conviver com os nossos convidados especiais, que este ano vêm de Oliveira do Hospital e trazem os saberes da Serra da Estrala, sobretudo nestes setores da pecuária e, em particular, da criação de ovinos.
“O festival dá visibilidade a Castro Verde enquanto local central do Campo Branco, onde prevalece um território diferenciado que está classificado como Reserva da Biosfera da UNESCO.”
Que importância tem a fileira do borrego (e da agropecuária) na economia local?
É uma fileira muito importante num território como o nosso. As terras de sequeiro são muito difíceis e exigentes. Os agricultores, em particular no concelho de Castro Verde, convivem sempre com problemas e exigências acrescidas. Só uma capacidade muito grande de resistência permite prosseguir a atividade agrícola de forma sustentável. Na verdade, estamos a falar de territórios sem água e, por norma, com imposições climáticas acentuadas. Felizmente, tem sido possível fazer um trabalho de cooperação muito forte e, nesse plano, a Associação de Agricultores do Campo Branco tem desempenhado um papel decisivo, com respostas muito valiosas no plano da sanidade animal, no apoio direto para superar a imensa burocracia e, sobretudo, na capacidade indiscutível de ser o elemento comum e de unidade entre os agricultores. Até na promoção deste festival, a Associação tem, desde a primeira hora, uma ação de grande relevância, porque percebeu bem – a par do Agrupamento de Produtores Carnes do Campo Branco – como este evento é fundamental para a valorização o território em unidade e nas suas diferentes dimensões.
De que forma tem o Município de Castro Verde tentado valorizar esta atividade?
O festival prossegue uma linha de crescimento e afirmação. Este ano não fugirá a esta regra. A previsão quanto a expositores e visitantes é muito elevada e a área global do evento vai voltar a crescer ligeiramente. Serão três dias de encontro e festa em Castro Verde, para mais num fim-de-semana de Páscoa, em que haverá encontro das famílias e regresso de muitos castrenses à sua terra. Também por isso será um festival muito especial.








