A fábrica da Strucflex/Pronal, localizada no concelho de Aljustrel e especializada na produção de produtos à base de elastómeros e plastómeros, entra numa nova fase com a integração da empresa no Grupo Michelin e o lançamento de um investimento até três milhões de euros para duplicar a sua capacidade produtiva.
“Uma segunda fase terá agora lugar, com a duplicação da estrutura para aumentar a competitividade e a produtividade destas instalações em Portugal”, explica Gautier Dezitter, CEO da Strucflex/Pronal, ao “CA”.
Segundo este responsável, o investimento atual, estimado entre “dois e três milhões de euros”, inclui a instalação de um novo autoclave e a criação de 30 postos de trabalho adicionais, que se juntarão aos 100 existentes.
“Vamos continuar a transferência de tecnologia de França para França, porque alguns produtos são atualmente fabricados em França e a ideia é importá-los para cá”, explica Gautier Dezitter.
O CEO da Strucflex/Pronal acrescenta que a fábrica de Aljustrel, localizada na Herdade da Mancoca, perto de Rio de Moinhos, produz produtos a nível mundial e exporta para cerca de 70 países, representando “55 a 60% do volume de negócios do grupo”.
“Fazer parte do Grupo Michelin será benéfico para nós, tanto em termos de desenvolvimento de negócio como da nossa estratégia de crescimento industrial”, sublinha ao “CA” Gautier Dezitter, CEO da Pronal
O portefólio da fábrica inclui a produção de produtos para as indústrias de defesa, ambiental, mecânica e de combustíveis, bem como tanques para água, hidrocarbonetos e gases não convencionais, almofadas de carga pesada, almofadas antiqueda de rochas, paletizadores para garrafas de vidro e peças para plataformas petrolíferas.
Esta nova “etapa” da fábrica da Strucflex/Pronal no concelho de Aljustrel surge numa altura em que a empresa francesa se junta ao Grupo Michelin, permitindo-lhe abrir “novos horizontes” para o futuro.
“Fazer parte do Grupo Michelin será benéfico para nós, tanto em termos de desenvolvimento de negócio como da nossa estratégia de crescimento industrial. Atualmente, a Pronal é uma PME cujo desenvolvimento de novos produtos é limitado devido a restrições financeiras, e a adesão ao Grupo Michelin permite-nos dar esse passo em frente”, sublinha Gautier Dezitter.
O responsável acrescenta que a fábrica francesa de Aljustrel poderá, eventualmente, produzir componentes para o mercado da aviação civil. “A marca Michelin vai permitir-nos entrar noutros setores e desenvolver novos produtos”, anunciou.
Gautier Dezitter salienta ainda que a Pronal poderá contribuir para a diversificação das atividades do grupo Michelin, numa altura em que o mercado dos pneus, o seu negócio tradicional, é altamente competitivo.








