Sensibilizar a população para os impactos das espécies exóticas invasoras e para a importância da conservação da biodiversidade é o objetivo da exposição itinerante “Cápsula do Ambiente – Como as plantas invasoras alteraram a nossa paisagem!”, promovida pela Câmara de Odemira em parceria com a Rewilding Sudoeste.
Segundo a autarquia, a mostra “resulta da recolha de testemunhos, questionários e fotografias junto da população local, com especial participação da população sénior, que permitiram documentar as transformações da paisagem do concelho ao longo das últimas décadas”.
“Através de imagens comparativas e memórias de quem vive o território, a exposição convida à reflexão sobre a evolução da paisagem e a importância da participação da comunidade na conservação da natureza”, indica o município.
A Câmara de Odemira refere que as alterações na paisagem do Sudoeste Alentejano “têm favorecido a instalação e propagação de plantas exóticas invasoras, que competem com as espécies nativas, alteram os habitats e contribuem para a perda de biodiversidade”.
“Estima-se que existam cerca de 50 espécies de plantas invasoras no Sudoeste Alentejano, destacando-se as acácias, o chorão-da-praia, as canas e a erva-das-pampas”, sustenta a autarquia, frisando que “estas espécies afetam ecossistemas como dunas, matos costeiros, linhas de água e zonas húmidas, podendo também provocar impactos económicos e contribuir para a degradação da qualidade da paisagem”.
A exposição “Cápsula do Ambiente” está patente, até dia 17 de agosto, na Praça dos Fuzileiros, no Almograve, seguindo depois para Vila Nova de Milfontes, onde poderá ser visitada de 17 a 31 de agosto, na Avenida Marginal.
A mostra integra-se no trabalho de sensibilização ambiental desenvolvido no âmbito do Programa Bandeira Azul da ABAAE, “reforçando a importância da educação e da participação pública na conservação dos valores naturais do litoral e do território”, conclui a Câmara Municipal.












