Um total de 22 entidades do Alentejo anunciou esta terça-feira, 2, a realização de uma marcha lenta, no dia 27 deste mês de Outubro, para exigir a qualificação do IP8 e condenar a suspensão da construção de lanços da A26.
A realização da marcha lenta, num ou mais trajectos a definir, foi decidida numa reunião, em Beja, promovida pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), Turismo do Alentejo e NERBE.
A marcha lenta, "naturalmente condenando" a decisão do Governo relativa à A26, será "sobretudo" pela "qualificação do IP8", aproveitando a "plataforma" e os investimentos feitos na construção da auto-estrada, incluída na subconcessão Baixo Alentejo e que deveria ligar Sines e Beja, disse no final da reunião o presidente da Cimbal, José Maria Pós-de-Mina.
Após a suspensão da construção de lanços da A26, as entidades exigem que o Governo cumpra o previsto no Plano Rodoviário Nacional, ou seja, "um IP8 entre Sines e Vila Verde de Ficalho", explicou.
As entidades defendem ainda a conclusão da requalificação do IP2, entre São Manços e Castro Verde, também incluída na subconcessão Baixo Alentejo.
Na reunião, as entidades decidiram também promover, no próximo dia 11 de Outubro (quinta-feira), uma visita ao espaço das obras suspensas e pedir reuniões ao secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e ao presidente da Estradas de Portugal, para dar a conhecer a sua posição e obter informação sobre o acordo de renegociação da subconcessão Baixo Alentejo.
Na posição conjunta tomada na reunião, as entidades consideram "negativas" as opções tomadas em relação à subconcessão Baixo Alentejo, referindo que "não correspondem aos interesses" da região e do país, "abandonando-se investimentos em curso, com os prejuízos daí decorrentes em termos financeiros e de segurança do trânsito".








