Distrital de Beja do PSD pede inquéritos para “clarificar responsabilidade” do Governo PS na dívida do Estado

Distrital de Beja do PSD pede inquéritos para “clarificar responsabilidade” do Governo PS na dívida do Estado

A Distrital de Beja do PSD apelou esta segunda-feira, 24, ao Procurador-Geral da República para avançar com inquéritos para "clarificar a responsabilidade" do anterior Governo PS no aumento da dívida pública e no "sorvedouro de dinheiros públicos" das parcerias público-privadas.
O apelo foi feito pelo presidente da Distrital, Mário Simões, numa conferência de imprensa, em Beja, sobre o acordo alcançado entre a Estradas de Portugal e a Estradas da Planície em relação à parceria público-privada da subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo.
Segundo Mário Simões, entre 2004 e 2011, "no consulado" do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, "a dívida pública do Estado aumentou 93 por cento", de 90 mil milhões de euros para 175 mil milhões de euros, "o que significa que o Estado foi lesado e os portugueses foram roubados".
Por outro lado, a dívida pública do Estado com "o sorvedouro de dinheiros públicos que representam os negócios das parcerias público-privadas" (PPP) "ascende a 200 mil milhões de euros", disse.
"Como é possível que os principais responsáveis políticos por estas decisões continuem, na praça pública, sem serem alvo de inquéritos, sem serem julgados e, ainda por cima, a exercerem funções públicas", questionou Mário Simões.
Por isso, "faço um apelo ao Ministério Público e ao procurador-geral da República para que, no exercício das suas competências, possam avançar com processos de inquérito para clarificar a responsabilidade, não só política, dos decisores do anterior Governo", afirmou.
Segundo Mário Simões, "a dimensão do embuste" da subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo, "alimentado pela visão megalómana de José Sócrates" e que se "prolongaria por 30 anos se o actual Governo não tivesse dito basta", está "hoje expresso no sorvedouro de dinheiros públicos que representam os negócios das parcerias público-privadas".
Ainda assim, o presidente da Distrital de Beja do PSD garantiu que os sociais-democratas vão continuar a reivindicar junto do Governo “a construção de um bom IP8 e de um IP2 que garantam, com segurança, uma boa e rápida circulação rodoviária e ainda por cima sem lugar ao pagamento de qualquer portagem”.
No caso concreto do IP8, Simões adiantou que os sociais-democratas propõem “a sua urgente requalificação”, com “boas faixas de circulação” e “bermas de segurança”, além da “inclusão de uma terceira via rodoviária nos troços mais críticos”, da “colocação de separadores” e do “aproveitamento de algumas obras de arte”.
Além do mais, a Distrital de Beja do PSD vai exigir igualmente a construção de variantes em Figueira de Cavaleiros e Beringel, “para afastar do interior das povoações o tráfego automóvel”.
Recorde-se que de acordo com a Estradas de Portugal, o acordo alcançado com a Estradas da Planície, a concessionária da subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo, prevê uma poupança para o Estado de 338 milhões de euros na subconcessão.
A redução traduz-se, entre outras medidas, na retirada da subconcessão e suspensão dos trabalhos de construção dos lanços da A26 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja.

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Correio Alentejo

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