Deputado do PS diz que aeroporto de Beja “tem potencial agora e no futuro”

Pedro do Carmo 1

O deputado Pedro do Carmo, eleito no círculo de Beja pelo PS, considera que o aeroporto de Beja “tem potencial agora e no futuro”, acusando a comissão técnica para o estudo da expansão aeroportuária de Lisboa de “dizer o óbvio” sobre a infraestrutura baixo-alentejana.

Em causa está o estudo, disponibilizado na segunda-feira, 2, pela Comissão Técnica Independente (CTI), onde esta propõe, entre outras medidas para melhorar as condições operacionais do aeroporto de Lisboa no curto prazo, o redireccionamento do tráfego charter não regular para Beja.

Para Pedro do Carmo, a CTI “não diz de forma clara, mas podia sustentá-lo que o aeroporto de Beja poderia ser ainda mais utilizado como alternativa comercial para gestão dos fluxos de tráfego de passageiros do aeroporto de Lisboa e do aeroporto de Faro devido às condicionantes nas acessibilidades a esses pontos de referência”.

“Não sei se o despertar para a evidência se deveu à reiterada utilização do nosso aeroporto para transporte de passageiros em voos não comerciais dos últimos meses. Mais vale tarde do que nunca”, acrescenta o deputado do PS em comunicado enviado ao “CA”.

Segundo Pedro do Carmo, “há muito tempo” os socialistas do Baixo Alentejo defendem “a valorização da infraestrutura aeroportuária de Beja como alternativa ao esgotamento de Lisboa ou complemento às disponibilidades a norte e a sul”.

“Não sei se o despertar para a evidência se deveu à reiterada utilização do nosso aeroporto para transporte de passageiros em voos não comerciais dos últimos meses. Mais vale tarde do que nunca”, diz Pedro do Carmo

“Fizemo-lo junto do Governo, da ANA, desta comissão e das principais companhias aéreas low cost (Ryanair, Easyjet e Transavia)”, afiança.

O eleito diz ainda que “cada dia que passa, só não é um dia perdido porque a realidade tem contrariado a falta de visão estratégica na valorização do potencial existente”, considerando ser “óbvio que o aeroporto de Beja é uma opção a considerar, nesta fase de esgotamento de Lisboa e no futuro com um novo aeroporto”.

“É opção, porque existem situações similares de aeroportos na Europa distanciados das cidades de referência, servidos por adequadas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, mas também porque a coesão territorial é um desafio decisivo do país, para inverter tendências negativas dos territórios do Interior e gerar novas dinâmicas positivas para as economias locais, para as comunidades e para o país como um todo”, justifica.

Por isso, continua, a CTI “que agora disse o óbvio deve apontar à valorizar o potencial que existe e vai sendo utilizado de forma crescente”.

“É preciso assegurar que quem decide não é arrastado pela realidade, mas tem a capacidade de impulsionar uma visão prospetiva e dinâmicas positivas. Espera-se mais que o óbvio, um rasgo decisivo que acrescente”, frisa.

O deputado do PS reforça que “há hoje no Baixo Alentejo e no mundo rural um conjunto de dinâmicas positivas para a região e para o país que queremos”, pelo que o aeroporto de Beja “tem potencial agora e no futuro”.

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