Deputado do PS defende “participação ativa” do Alentejo no próximo ciclo de fundos europeus

Pedro do Carmo _ AR

O deputado do PS eleito por Beja, Pedro do Carmo, quer que os autarcas e agentes económicos e sociais do Alentejo tenham “voz ativa” no desenho do próximo quadro comunitário de apoio.

A posição de Pedro do Carmo foi assumida, na terça-feira, 2, durante a audição do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, na Assembleia da República, sobre a possibilidade de o Alentejo vir a perder 700 milhões de fundos europeus no próximo quadro de apoio.

De acordo com o deputado do PS, e tendo em conta que o ministro deixou “em aberto a questão da distribuição dos fundos comunitários, uma vez que ainda não é conhecido o valor que será atribuído a Portugal neste próximo ciclo”, é necessária “uma participação ativa dos agentes locais na definição das necessidades da região e de uma maior previsibilidade na gestão dos fundos, para que os potenciais beneficiários possam definir as suas estratégias de desenvolvimento”.

“Sabemos que haverá um envelope nacional mas não sabemos se haverá programas regionais e essa indefinição é crítica, até porque, como confirmámos recentemente, através do último Balanço Social, o índice de pobreza na região do Alentejo é o maior do país, situação que temos de combater”, disse Pedro do Carmo, defendendo que os fundos de coesão são um instrumento fundamental para inverter esta realidade.

Para Pedro do Carmo, o Alentejo tem de ser olhado como um todo e os critérios de distribuição de fundos não podem penalizar a região devido ao crescimento económico exponencial, nos últimos anos, de uma zona muito específica como é Sines.

“Mais do que estarmos aqui a julgar ou a tentar encontrar culpados de como chegámos até aqui, interessa sim encontrar soluções, numa reflexão conjunta do que vai ser o futuro da nossa região”, afirmou o deputado.

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