Verão quente ou morno?

Quinta-feira, 8 Agosto, 2013

José Carlos Albino

consultor

Veio-me esta pergunta à cabeça à conta do “Verão Quente de 1975”, que constitui um marco na vida política portuguesa no pós-democracia do 25 de Abril, nos longuíssimos anos do dealbar do último cartel do século passado, o XX. Nessa altura, “uns e outros” carregaram baterias de estratégias e energias para os combates políticos, perante o extremar dos campos em contenda. Passados quatro meses, “uns” venceram e os “outros” perderam e esse desenlace teve consequências que galgaram o século, ou seja, definiram o caminho do país durante quase, 40 anos.
Não vem à conversa o juízo sobre vencidos e vencedores e, é obvio, que os tempos sócio-políticos são substancialmente diferentes – outros tempos e modos. Mas hoje considero que também há dois campos em confronto, cada vez mais extremados, e que a breve trecho haverá um desenlace que marcará a nossa vida durante décadas. O que é diametralmente diferente, é que hoje temos um “Verão morno”.
Hoje não vejo e menos sinto que se esteja a carregar baterias de novas energias e, muito menos, de estratégias que ultrapassem um trimestre. E esta constatação é menos grave para o campo que joga na defesa do “actual estado das coisas”, pois está dentro do castelo, sendo gravíssimo para o campo que, à roda, tenta cercar o castelo, sem saber o que fazer, quando à beira de se poder assaltar ou negociar a rendição dos donos do castelo.
Se o dito tem, de facto, aderência com a realidade da nossa sociedade e seus protagonistas, fica o alerta para tomarmos consciência da exigência dos desafios que temos pela frente, sendo que é conveniente que nos vamos vendo ao espelho.
Mas se houver disposição e energias para carregar baterias de ideias que vão transformando as voltas aos que rodeiam o castelo, direi presente e activo!

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