Uma seca muito preocupante

Quinta-feira, 5 Março, 2020

Carlos Pinto

director do correio alentejo

O assunto parece andar esquecido nas manchetes nacionais, entretidas que andam com o coronavírus, as buscas nas SAD’s do futebol, os casos de racismo entre as quatro linhas, a corrupção na Justiça ou a condenação da viúva Rosa Grilo. Mas longe da cidade, nos territórios do Interior, é a seca que vai preocupando agricultores e populações… cada vez mais!
Chegados ao mês de Março, a situação é (quase) catastrófica. No Monte da Rocha, barragem que serve os concelhos de Castro Verde, Ourique e Almodôvar (e em breve parte de Odemira) o volume de armazenamento anda na ordem dos 10%. Mais a sul, já no Algarve, o cenário repete-se na zona de Alcoutim. E rumando a norte, a seca também se faz sentir “de forma mais intensa” nas zonas do Alto Alentejo e do Sado, onde a “falta de água nas pequenas barragens superficiais, até para abeberamento” do gado, foi recentemente denunciada pelo presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa.
O cenário é este e não se perspectivam grandes alterações, a não ser que se cumpram ditados populares como “Março marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão” ou “Abril águas mil”. Mas como a natureza já não anda ao lado desta sabedoria popular, avizinham-se tempos muitos complicados!
Por isso mesmo, está na hora das entidades competentes (inclusive em Bruxelas) começarem a tomar as medidas necessárias para fazer face a um problema que já não é pontual ou sequer sazonal. Esta é a realidade e ou se definem medidas de controlo e resposta à mesma, ou continuaremos a correr atrás do prejuízo…

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