Nos últimos anos, sobretudo depois de estarmos a ser governados sob um programa de assistência económica, a “troika”, muito se tem falado da necessidade de reforma do Estado, mas pouco se sabe como será, para além da necessidade de reduzir a despesa e aumentar a receita.
Cresceram as desigualdades e não se tem conseguido a verdadeira reforma, em ordem a criar um Estado mais justo, em que ninguém é excluído do bem-estar, embora se deva premiar o mérito e a responsabilidade.
Não é fácil governar em tempo de crise, fazer uma distribuição justa e equitativa dos encargos, para ajudar a vencer as dificuldades. Costuma-se dizer que a união faz a força e que isso mais necessário se torna em tempo de crise. Por isso não compreendo, e creio que a maioria do povo português também não, porque os políticos que elegemos e os seus respectivos partidos não procuram entender-se, para apontar soluções viáveis que mereçam a nossa confiança e daqueles que nos emprestam dinheiro.
Sem vontade de procurarmos o bem comum, o bem do país e do nosso povo, pondo isso acima dos interesses partidários e de grupos, não conseguiremos sair de cabeça erguida da presente crise, sem vendermos a nossa dignidade e nos dobrarmos perante os poderosos, sejam eles o poder económico e financeiro ou os países ricos.
Isto implica não apenas uma reforma do Estado, mas também uma renovação das pessoas e suas organizações sociais, económicas e laborais. A Igreja e as religiões podem contribuir para a criação duma nova mentalidade de renovação, a partir do interior da pessoa e das suas relações fundamentais, a começar pela família. Para nos ajudar a refletir, refiro apenas a resposta de Jesus aos seus discípulos, quando estes se admiravam de não conseguir expulsar certos espíritos maus: “Pela vossa pouca fé…” (Mt 17, 20 ss).

Homem detido em Beja com mais de 2.000 doses de droga
Um homem, de 22 anos, foi detido no sábado, 22, pela PSP em Beja, por suspeitas da prática dos crimes de tráfico de estupefaciente e







