É difícil escrever afirmando o contrário do que uma suposta maioria pensa. Sobretudo quando existe uma tendência generalizada para ignorar os méritos e o sentido de dever de uma figura política e ainda a sua acção de oposição coerente e responsável, tal como exigem o momento e a conjuntura nacional.
Refiro-me a António José Seguro, secretário-geral do PS, que não vendo reconhecido na opinião publicada o mérito dos seus esforços e a alternativa política que está a construir, mantém a obrigação política de não vacilar, de não alterar a imagem, nem tão pouco de abdicar de um pensamento político a favor da leveza da demagogia.
Os exemplos já experimentados de governação e de lideranças, na sua maioria populistas e reféns de agendas mediáticas, que governam ao sabor do vento que sopra nas palavras dos opinadores, deveriam fazer reflectir sobre se devemos seguir esse caminho e se precisamos de continuar a trocar a natureza da política por um modelo de governação em que o compromisso e a palavra séria não contam.
Pois o novo rumo que António José Seguro está a construir não é só o de um percurso alternativo a uma governação esgotada, sem ideias, sem chama e sem visão. Não, é o rumo de um modelo da política a favor das pessoas, com compromissos sérios com os cidadãos e com as instituições. Que valoriza o Estado, que honra Portugal e que serve o desígnio do futuro!
E esse rumo é agora aparentemente difícil de reconhecer, apesar dos esforços de António José Seguro para que a mensagem passe. É difícil, sobretudo, porque os interesses que por regra se volatilizam no arco do poder não o desejam reconhecer. Apenas por isso. E isso é muito, porquanto tende a influenciar os cidadãos.
Porque na medida do exigível o PS e o seu secretário-geral têm intervindo com acutilância, com rigorosa ponderação e antecipada razão na larga maioria das matérias. Mas o que está em causa não é ter razão antes do tempo, é poder intervir aplicando as medidas que se defende. E oportunamente os portugueses, a maioria espero, saberão dar razão no tempo certo a António José Seguro.
Mas desenganem-se os que entendem que a sua liderança, agora na oposição e em breve no governo, se justificará apenas pela ausência ou pela incompetência da actual maioria no Governo. Nada mais redutor e enganador: António José Seguro será primeiro-ministro com a força de um programa eleitoral que dará forma ao modelo político que melhor serve o país, que protege e estimula os cidadãos e que honra a política ao serviço das causas. Será primeiro-ministro por confiança e não por dúvida.

Concelho de Ourique “na rota” do Mundial de gravel
Cerca de 1.000 atletas de 34 países são esperados na segunda edição do UCI Alentejo Gravel, prova que se realiza no concelho de Ourique neste







