Oposição sem cosmética

Quinta-feira, 23 Janeiro, 2014

José Nicolau Gonçalves

É difícil escrever afirmando o contrário do que uma suposta maioria pensa. Sobretudo quando existe uma tendência generalizada para ignorar os méritos e o sentido de dever de uma figura política e ainda a sua acção de oposição coerente e responsável, tal como exigem o momento e a conjuntura nacional.
Refiro-me a António José Seguro, secretário-geral do PS, que não vendo reconhecido na opinião publicada o mérito dos seus esforços e a alternativa política que está a construir, mantém a obrigação política de não vacilar, de não alterar a imagem, nem tão pouco de abdicar de um pensamento político a favor da leveza da demagogia.
Os exemplos já experimentados de governação e de lideranças, na sua maioria populistas e reféns de agendas mediáticas, que governam ao sabor do vento que sopra nas palavras dos opinadores, deveriam fazer reflectir sobre se devemos seguir esse caminho e se precisamos de continuar a trocar a natureza da política por um modelo de governação em que o compromisso e a palavra séria não contam.
Pois o novo rumo que António José Seguro está a construir não é só o de um percurso alternativo a uma governação esgotada, sem ideias, sem chama e sem visão. Não, é o rumo de um modelo da política a favor das pessoas, com compromissos sérios com os cidadãos e com as instituições. Que valoriza o Estado, que honra Portugal e que serve o desígnio do futuro!
E esse rumo é agora aparentemente difícil de reconhecer, apesar dos esforços de António José Seguro para que a mensagem passe. É difícil, sobretudo, porque os interesses que por regra se volatilizam no arco do poder não o desejam reconhecer. Apenas por isso. E isso é muito, porquanto tende a influenciar os cidadãos.
Porque na medida do exigível o PS e o seu secretário-geral têm intervindo com acutilância, com rigorosa ponderação e antecipada razão na larga maioria das matérias. Mas o que está em causa não é ter razão antes do tempo, é poder intervir aplicando as medidas que se defende. E oportunamente os portugueses, a maioria espero, saberão dar razão no tempo certo a António José Seguro.
Mas desenganem-se os que entendem que a sua liderança, agora na oposição e em breve no governo, se justificará apenas pela ausência ou pela incompetência da actual maioria no Governo. Nada mais redutor e enganador: António José Seguro será primeiro-ministro com a força de um programa eleitoral que dará forma ao modelo político que melhor serve o país, que protege e estimula os cidadãos e que honra a política ao serviço das causas. Será primeiro-ministro por confiança e não por dúvida.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Em Destaque

Últimas Notícias

Role para cima