Suponho que todos vós já se depararam com o problema de interpretar ou usar palavras, que nos vão entrando frequentemente nos écrans públicos, em cada época ou contexto. Ao lermos criticamente as mesmas palavras, com enquadramentos e significados tão diferentes e por pessoas diametralmente diversas, somos tentados a já não as “levar a sério”.
Quando somo nó a ter que comunicar com públicos, falando ou escrevendo, vemo-nos à brocha na procura das palavras que transmitam, com rigor, o que queremos transmitir. Muitas vezes, somos tentados a muito adjectivar ou a usar as muletas das aspas.
Mas se há palavras que são capturadas pelo seu uso e abuso, nomeadamente aquelas que expressam valores civilizacionais essenciais, outras são capturadas por desvio dos seus próprios objectos a qualificar, de que é notável exemplo o uso do verbo “calibrar” para os aumentos nos cortes das pensões. Umas capturas são feitas para abatimento, outras são feitas para serem travestidas, para bem enganar os clientes; neste caso, as/ os portugueses.
Se isto se deve a políticos e líderes económicos demagogos, o que, infelizmente, é normal, alguma cobertura ou silêncio dos profissionais da comunicação não é tolerável. Aos jornalistas, em primeira linha, reclama-se que saibam interpretar correctamente as mensagens, enunciando e esclarecendo os reais significados das palavras, ao invés das repetir, tal como de ampliadores de som se tratassem.
Fica, pois, o apelo para que tod@s trabalhemos para LIBERTAR AS PALAVRAS!

Homem detido em Beja com mais de 2.000 doses de droga
Um homem, de 22 anos, foi detido no sábado, 22, pela PSP em Beja, por suspeitas da prática dos crimes de tráfico de estupefaciente e







