Hoje em dia é frequentemente comum ouvir a quem governa na área do ordenamento do território – Estado e autarcas – inúmeros e infinitos discursos direccionados para a aplicação concreta de estratégias de combate à desertificação do interior. Planos que entre tantos outros também passam por potencializar algumas cidades do interior a cidades de média dimensão. Conceito muito europeu, de aplicação muito portuguesa, diga-se de passagem. O quer que seja que isto signifique ou o que tem significado. Diz-me o senso comum, que assim como quem não quer a coisa, as cidades têm que se reorganizar, reformular, reordenar para que se projectem além-fronteiras, tornando-se atractivas, competitivas e sinónimos de referência de um país que cada vez mais ambiciona afirmar-se amadurecido no espaço comunitário. Veio-me mais uma vez à cabeça esta velha ideia, a propósito de uma recente visita efectuada ao não menos recente espaço museológico da cidade de Beja, o Museu dos Prazeres. Consagrado à Arte Sacra, nasce fruto de um profundo, persistente e demorado trabalho de pesquisa, restauro e classificação efectuado pela equipa – dirigida por José António Falcão – do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Contemporâneo, arrojado, dinâmico e alicerçado numa estratégia de <i>marketing </i>pouco vista por estas bandas, tornou-se assim que nasceu naquilo que é: uma referência da cidade de Beja que a projecta não só para um círculo de entusiastas de Arte Sacra, mas também acrescenta redobrado orgulho aos seus cidadãos e respectivos visitantes, reencontrando-os e conciliando-os naquilo que mais os caracteriza e os torna peculiares, a sua identidade. Merecendo particular atenção o tratamento coerente da<b>imagem </b>associada (palavra que sofre de desuso por estes arrabaldes), característica que é comum ao outro espaço museológico instalado no Seminário Diocesano, eis um espelho para olhar com olhos de <i>ler </i>do que mais precisamos sentir, projectos concretizados, felizmente nada provincianos, envoltos em três indispensáveis palavrões: visão, crer e ambição. Se há dúvidas, consultai o catálogo “<b>A a Z – Arte Sacra da Diocese de Beja</b>”, letra C, página 53 -“<i>Virtus</i>, Albino, é atribuir o verdadeiro preço às coisas no meio das quais nos encontramos, com que vivemos, <i>virtus </i>é para um homem saber o valor de cada coisa.” Lucílio, Definições da Virtude. Quanto a José António Falcão… não tem nada que saber, agarrem-no! Faz cá falta.

Castro Verde homenageia antigos combatentes
Castro Verde vai prestar homenagem aos antigos combatentes do Ultramar do concelho neste sábado, 18, numa cerimónia promovida pela Câmara Municipal, em parceria com a







