A criminalidade aumentou, ainda que de forma residual, no distrito de Beja no passado ano de 2025, mas a região continua a ser uma das mais seguras em todo o país!
Os dados (provisórios) constam do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025, revelado no final de março pelo Governo, em reunião do Conselho Superior de Segurança Interna.
De acordo com o documento, consultado pelo “CA”, a criminalidade no distrito de Beja aumentou 0,8% em 2025, com um total de 5.415 participações apresentadas às autoridades policiais, mais 44 que no ano anterior.
Em termos percentuais, trata-se de um aumento residual, mantendo-se Beja como o sexto distrito mais seguro de Portugal, apenas “superado” por Bragança, Évora, Guarda, Portalegre e Vila Real.
Por concelhos, a criminalidade aumentou em 10 dos 14 municípios do distrito: Aljustrel (mais 41 participações), Almodôvar (+7), Alvito (+13), Barrancos (+4), Castro Verde (+20), Moura (+73), Odemira (+64), Ourique (+23), Serpa (+18) e Vidigueira (+91).
Por oposição, os crimes participados em 2025 diminuíram nos concelhos de Beja (-menos 192 queixas), Cuba (-61), Ferreira do Alentejo (-9) e Mértola (-34).
Apesar de ter recebido menos participações, o concelho de Beja continua a ser aquele que regista mais criminalidade na região, com 1.350 casos participados. Em seguida surgem os concelhos de Odemira (914 participações) e de Moura (494).
Beja mantém-se como o sexto distrito mais seguro de Portugal, apenas “superado” por Bragança, Évora, Guarda, Portalegre e Vila Real.
Também a criminalidade violenta e grave aumentou no distrito de Beja em 2025, mas de forma mais substancial: 17,6%. Ao todo, foram registados 167 casos, mais 25 que no ano anterior. No entanto, Beja continua a ser um dos distritos onde se registam menos casos deste tipo de criminalidade, apenas à frente de Bragança, Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Viana do Castelo e Vila Real.
O crime mais participado na região em 2025 voltou a ser a ofensa à integridade física voluntária e simples, com um total de 468 participações, ou seja, mais 27,2% que no ano anterior.
Entre as participações mais frequentes seguem-se, tal como em 2024, a violência doméstica contra cônjuge ou análogos (353 participações, +2,9%) e a condução de veículo com taxa de álcool no sangue superior a 1,2 g/l (341 participações, +4,6%).
Já entre a criminalidade violenta e grave, os casos mais participados foram, novamente, os de resistência e coação sobre funcionários (34, os mesmos que em 2024), seguindo-se os crimes de roubo na via pública (28, +3,7%) e o roubo por esticão (27, +107,7%).
Os dados provisórios do RASI 2025 apontam ainda a sinalização de 22 vítimas de exploração e tráfico laboral no distrito de Beja. “As presumíveis vítimas são principalmente do sexo masculino (18), adultas (21) e de nacionalidade estrangeira (21), com destaque para nacionais de Timor-Leste (13)”, pode ler-se.
O documento acrescenta que no último ano foram realizadas pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais avaliações técnicas de segurança em diversos estabelecimentos prisionais do país, sendo que no caso do de Beja foi proposta a cobertura dos pátios de recreio “através da instalação de redes de proteção”, para “prevenir arremessos provenientes do exterior”.
Já em matéria de criminalidade relacionada com incêndios e fogo posto em zonas de floresta, mata, arvoredo ou seara, no distrito de Beja foram registadas 261 participações, mais 86 que no ano anterior.









