O traço indelével da verdade e o preconceito politico

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Rodeia Machado

técnico de segurança social

Estou desde sempre habituado à crítica e até mesmo à autocrítica. E devo dizer que vivo muito bem com uma e com outra. Direi mesmo que respiro esse ar que me dá alento e até vivacidade.
O que não suporto é, manifestamente, a falta de verdade, a falta de memória, como alguém escreveu recentemente. Mas ainda convivo pior com o preconceito político, só porque alguém não gosta de determinada ideologia política e não olha a meios para usar maledicência e até mesmo expressões ofensivas, porque não gosta de determinada pessoa, e muito menos daquilo que ela representa.
A crítica, essa sim, bem construída e de forma eficiente e salutar é uma forma superior de inteligência, que quem a usa pode e deve ser elogiado.
Coisa bem diferente é quando aquilo é dito sob a forma capciosa de crítica, mas não passa de uma forma menos correcta de dizer o que se quer que outros ouçam, mas que sobretudo interiorizem, como se de uma verdade se tratasse.
Vem tudo isto a propósito da resposta que me foi dado por João Espinho, através do “Correio Alentejo”, a uma crítica (certamente mordaz, que lhe fiz a propósito de um artigo de opinião que tinha escrito semanas atrás).
Está no seu legítimo direito de me responder e eu até agradeço que o tenha feito, pois só assim é possível repor os factos que evoca como verdadeiros, mas não o são.
Quero dizer-lhe que o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Concelho de Beja não está nem nunca esteve na gaveta. Na gaveta estarão outros documentos de partidos que proclamam uma coisa e fazem outra, como o socialismo. Lembra-se?
Talvez porque o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Concelho de Beja não seja do seu agrado. Admito!
De certeza que o seu conceito de desenvolvimento sustentado não seja aquele que perfilho, mas devo dizer-lhe sinceramente que o meu é pôr a cidade e o concelho ao serviço da população e criar oportunidades, para que se fixem na cidade empresas e empresários, que criem emprego sustentado, com tantas vezes afirmei na Assembleia Municipal de Beja.
Quanto à história do aeroporto, os factos falam por si e vê-se mesmo que nunca leu o tal Plano Estratégico, embora afirme que o fez, porque senão não teria afirmado tal disparate.
Vê-se que não conhece e omite deliberadamente a fundamentação quanto ao aeroporto e, por outro lado, diz que o PCP só defendia um terminal e carga em Beja. Santa ignorância, ou melhor, quanta falta de memória tem, que é como quem diz, que falta de verdade proclama. Então não é verdades que sempre defendemos a BA 11 como aeroporto civil?
E o trabalho que sempre fiz na Assembleia da República em prol do distrito, do aeroporto, do concelho de Beja e da sua população?
Também o desconhecia? É natural, pois o referido senhor desconhece o que se passa na cidade, quanto mais no país.
É verdade que sou candidato à Assembleia Municipal de Beja pela força política que sempre apoiei, a CDU, e não me envergonho disso, antes pelo contrário. Sinto-me orgulhoso da minha participação e com ela poder contribuir para o desenvolvimento da cidade, do concelho e dos seus habitantes. Oxalá outros pudessem dizer o mesmo.
Naturalmente que quero também reafirmar que não quero, não pretendo, nem nunca tomo qualquer atitude, para dar lições de democracia ao João Espinho, mas também quero afirmar, com todas as letras que de si não as recebo, porque naturalmente não tem capacidade para tal.
O evocar de várias situações e mudanças não colhem, porque o que tenho feito e demonstrado ao serviço da comunidade fala por si.
Resumindo: a resposta que fez à crítica/ reparo que lhe fiz confirma apenas uma coisa que eu tinha (tenho) razão no que afirmei. O tempo vai certamente realçar esta minha opinião.
Já agora, convém referir que há interesses partidários confessáveis e assumidos nalgumas altitudes, mas outras existem da parte de João Espinho, que são preconceitos meramente anticomunistas, de um anticomunismo primário, ao qual já estou habituado. E pior ainda é que existem outros preconceitos partidários que não têm registo próprio.

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