A empresa intermunicipal Resialentejo, que gere o sistema de tratamento e valorização de resíduos urbanos de oito concelhos, registou um total de 6.320 toneladas de embalagens retomadas em 2025 e, nos primeiros três meses de 2026, alcançou um crescimento de 39% nas quantidades enviadas para reciclagem face ao mesmo período do ano anterior.
“Conseguimos estar acima daquilo que são as metas nacionais, o que obviamente é motivo de satisfação e de orgulho”, disse ao “CA” o presidente do conselho de administração da empresa, Mário Tomé, na passada semana, 26 de maio, durante uma visita de trabalho da Sociedade Ponto Verde às instalações da Resialentejo.
De acordo com o também autarca de Mértola, a empresa “transforma resíduos em valor”, fruto da estratégia delineada, desde alguns anos a esta parte, pelos seus acionistas, os municípios de Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa.
“Esta visita marca mais um momento importante para dar visibilidade ao trabalho que tem sido desenvolvido e para discussão, em conjunto com os nossos parceiros, do caminho para uma gestão de resíduos de embalagens mais eficiente e sustentável na nossa região”, acrescentou.
A visita de trabalho da SPV à Resialentejo teve como objetivo assinalar o desempenho da região “na gestão de resíduos de embalagens”, assim como “a necessidade de respostas ajustadas ao território” ou a importância de iniciativas como a Rede Recicla +.
“Conseguimos estar acima daquilo que são as metas nacionais, o que obviamente é motivo de satisfação e de orgulho”, disse ao “CA” o presidente do conselho de administração da empresa, Mário Tomé.
“Esta iniciativa marca o início de um roteiro que a SPV pretende realizar pelo país, de forma a dar visibilidade às melhores práticas, casos de sucesso e desafios das diferentes regiões, no cumprimento das metas de reciclagem de embalagens”, referiu na ocasião a CEO da SPV, Ana Trigo Morais.
De acordo com a gestora, em 2025 foi reciclado 56,4% do vidro recolhido, “mas a meta era muito mais ambiciosa”, estando nos 65%. “Portanto estamos longe, precisamos trabalhar mais e melhor”, frisou ao “CA”.
Já na reciclagem em geral, Portugal também ficou “aquém” das metas europeias, com 60,4%, abaixo dos 65% exigidos. “Isto quer dizer que o ecossistema da reciclagem tem de trabalhar muito mais para atingir as metas” previstas, disse.
Para Ana Trigo Morais, “a sensibilização aos cidadãos é um trabalho que nunca pode parar”, sendo necessário “sensibilizar todos os dias”, mas também “fazer melhor recolha e investir depois no que acontece aos resíduos a seguir à recolha”.
“Temos de separar melhor as embalagens e tratá-las melhor, para depois as vender à indústria da reciclagem. O desafio do país já não é os portugueses saberem reciclar, […] mas desviar do aterro um conjunto de embalagens que vão para aterro”, concluiu a CEO da SPV.









