O ano de 2025 foi bastante positivo para a Caixa Agrícola de Aljustrel e Almodôvar (CAA), que cresceu “em todos os indicadores financeiros” e registou um resultado líquido positivo de quase 1,8 milhões de euros.
Em entrevista ao “CA”, Orlando Felicíssimo, presidente do conselho de administração da instituição bancária, sediada em Aljustrel e que opera também nos municípios de Almodôvar e Castro Verde, adianta que, no último ano, a CAA registou um aumento de recursos “na ordem de 8%”, para 185 milhões de euros, assim como um crescimento “de quase 14%” no crédito concedido, que superou os 150 milhões.
A par disso, continua o gestor, a instituição “já supera os 21,4 milhões de euros de capital”, além de ter superado “os 80% de rácio de transformação, o que demonstra que a Caixa está proactiva e consegue atuar no mercado”.
Apenas o resultado líquido, de quase 1,8 milhões de euros em 2025, ficou abaixo do registado no ano anterior, que ascendeu a 2,9 milhões, o que Orlando Felicíssimo justifica com o facto de as taxas de juro terem diminuído.
“Com a descida das taxas de juros, obviamente que os resultados líquidos tinham que ser mais baixos. Quem paga empréstimos agradece, quem deposita nem tanto, mas essa é a realidade”, frisa Orlando Felicíssimo.
“O Crédito Agrícola é um banco de proximidade, é o banco que faz o verdadeiro apoio social às comunidades onde está inserido”, diz o presidente da Caixa de Aljustrel e Almodôvar, Orlando Felicíssimo.
Ainda assim, a instituição alcançou um resultado líquido “bastante confortável e simpático, que permitiu consolidar os indicadores da Caixa de Aljustrel e Almodôvar”, reforça o presidente do conselho de administração.
Os resultados alcançados em 2025 pela Caixa Agrícola de Aljustrel e Almodôvar surgem na linha do que tem sido a prestação da instituição ao longo dos últimos anos, sempre com o objetivo de “ir ao encontro das expectativas” dos clientes e associados.
Nesse âmbito, explica Orlando Felicíssimo ao “CA”, uma das premissas da entidade é ser o mais rápida possível “na resposta” às solicitações que lhe chegam. “O tempo é dinheiro e uma das nossas premissas é, em tudo o que está ao nosso alcance, fazer o mais rápido possível, dentro do que é o cumprimento dos prazos legais”, diz.
O presidente da administração da CAA refere ainda que a instituição continua a ser uma “parceira” da agricultura na região, apoiando fortemente a atividade. “O peso da carteira de crédito no setor da agricultura supera os 50%, ou seja, 50% da nossa carteira de crédito está na área agrícola”, sublinha.
A par disso, continua, a Caixa manteve uma forte política de responsabilidade social em 2025, apoiando com cerca de 60 mil euros diversas associações sociais, culturais e recreativas dos três concelhos onde opera.
“O nosso lema continua a ser o mesmo: apoiar todos na medida daquilo que é possível, mas chegar a todas as associações que nos solicitam apoios para as suas atividades”, afiança Orlando Felicíssimo, acrescentando: “O Crédito Agrícola é um banco de proximidade, é o banco que faz o verdadeiro apoio social às comunidades onde está inserido e, nessa ótica, desempenha bem a sua função de responsabilidade social para com a comunidade”.









