O concelho de Beja, a sua cidade e os seus habitantes

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Rodeia Machado

técnico de segurança social

Cada concelho, cada cidade, cada freguesia é aquilo que os seus cidadãos de forma livre e democrática escolhem, assente no programa que o partido, ou coligação de partidos apresenta. E sendo esse o mais votado, é essa proposta que serve de forma efectiva durante o mandato ou mandatos para orientar e definir a estratégia a ser seguida no governo local, ou seja, na Câmara Municipal.
Essa é, foi e será sempre a melhor forma de reconhecimento do trabalho efectuado, ou seja, a reeleição de uma força política é o reconhecimento tácito do trabalho efectuado ao longo dos anos.
É o caso da cidade de Beja e do seu concelho, que têm tido ao longo de mais de 30 anos uma governação democrática e progressista, assente no trabalho de uma força política consequente que tem defendido de forma correcta os seus habitantes, tentando proporcionar-lhes melhores condições de vida no que às suas atribuições e competências diz respeito.
Digo e afirmo que ao longo de mais de 30 anos de governação democrática e progressista assente no trabalho da CDU (Coligação Democrática Unitária) e da anterior APU, os programas apresentados ao eleitorado sempre tiveram, como ponto de partida, o desenvolvimento equilibrado do concelho. E foi com base nesse princípio que a cidade cresceu de forma harmoniosa, ou seja, não existem prédios aprovados depois do 25 de Abril de 1974 em que as dimensões e altimetria ultrapassem aquilo que é razoável, e o razoável é o 4º./5º. Andar.
O ajardinamento público é muito importante para uma cidade do interior, em que as temperaturas da época estival são demasiado elevadas e em que o período de secas prolongadas levaria, em última análise, a que fosse limitado o espaço ajardinado. No entanto tal não aconteceu e esse espaço foi incentivado e melhorado.
O abastecimento de água ao domicílio melhorou quase 100%, isto porque se passou de, à data de 25 de Abril de 1974, do abastecimento da cidade e apenas uma freguesia para todo um concelho, o mesmo acontecendo com a rede de esgotos.
Estamos agora numa fase de melhoria da rede de águas, sem esquecer a melhoria das fontes de abastecimento.
A cidade de Beja foi uma das primeiras do país a ter um plano de salvaguarda do seu Centro Histórico, prova mais que provada da importância que é dada à nossa herança colectiva.
A par da melhoria do Museu, com a contratação em 1980 de técnicos para o seu tratamento e consolidação (embora não seja sobretudo tarefa da autarquia), foi possível avançar com o Museu de Sítio e outras tarefas que são também importantes para o concelho, como é o caso do Museu Agrícola.
As obras do Pólis, pese embora aqui e ali estarem sujeitas a algumas críticas naturais, foram sobretudo um importante factor de melhoria da nossa cidade.
A autarquia foi, ao longo dos tempos, igualmente cedendo terrenos para a instalação de diversas entidades (relembro aqui apenas alguns) como é o caso das instalações do Parque Expo, do Centro de Paralisia Cerebral e, sobretudo, das escolas, em particular os terrenos das escolas que fazem parte do Instituto Politécnico de Beja, incluindo naturalmente o da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ainda não edificado).
A habitação social foi, desde sempre, a “pedra de toque” no que ao social respeita.
O Bairro dos 260 fogos, o Bairro João Barbeiro, o Bairro dos Moinhos, para só falar de alguns, são efectivamente a expressão de uma entidade que se preocupa com os seus cidadãos, sobretudo com aqueles com menores rendimentos.
Igualmente a classe média viu a cedência de terrenos a preços simbólicos para edificação de habitação própria, como são os casos do Bairro da EDP e da expansão do loteamento junto ao Bairro da Conceição.
Mas também cedeu terrenos a empresas que se instalaram no Parque Industrial, bem como executou obras para instalação do mesmo, e cedeu terrenos a preços simbólicos para a instalação de empresas que aqui se queiram instalar e, consequentemente, criar postos de trabalho.
Aliás, foi a autarquia bejense quem procedeu à elaboração de um Plano Estratégico do Concelho de Beja, que apontou inequivocamente a potencialidade da Base Aérea nº. 11 para abertura a civis.
Poderia aqui estar a escrever muito mais sobre a Autarquia de Beja e o que os seus eleitos fizeram ao longo destes mais de 30 anos, mas referi apenas estes por marcarem de forma indelével o concelho de Beja e as suas gentes.
De uma forma geral, pode-se dizer, e bem, que os eleitos da CDU em Beja têm sabido honrar os compromissos e não podem, naturalmente, substituir-se ao Poder Central. Primeiro porque não têm possibilidades para o fazer e em segundo lugar porque extravasam as suas competências, mas mesmo assim é preciso dizer que fazem bastante mais do que aquilo que lhes está atribuído.
Vem tudo isto a propósito de que o Executivo Municipal faz um ano de existência e por isso está de parabéns, mas está igualmente de parabéns pelo trabalho que está a realizar.

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