O estado das coisas justificava que falasse da Ota, desse aeroporto que não aterra de vez na confusão dos estudos com que nos tentam lavar a cabeça por dentro.
O estado das coisas justificava que falasse do aeroporto de Beja e das obras que, finalmente, começaram.
O estado das coisas justificava que falasse das confusões pós-modernas de um pólo universitário da nossa cidade e das insinuações que por aí correm e que parecem sobrenadar dificilmente a linha de água da transparência.
O estado das coisas dava para falar do dr. Portas e do sr. Paulo (Stevenson que me perdoe), do dr. Castro, das confusões com que o dr. Lopes tem andado por aí, dos arrufos do dr. Meneses e dos desgostos da Zézinha.
O estado das coisas dava para falar do bom que deve ser alguém sentir-se quase em férias numa cidade estagnada.
O estado das coisas dava para fazer perguntas sobre o que é que poderia ser Beja-cidade no próximo decénio se houvesse esforços decididos e claros para o pensar. E quem o pensasse. E que isso interessasse.
O estado das coisas justificava que fizesse algumas perguntas sobre qual o desenho do plano director municipal quando houver IP8 a iniciar a variante à cidade em S. Brissos.
O estado das coisas dava para perguntar porque é que a nossa cidade parece um deserto ao fim-de-semana.
O estado das coisas dava para voltar a falar das manifestações sobre o encerramento das “urgências” e para fazer muitas perguntas sobre por que é que determinadas forças coincidem na venda de gato por lebre. Especialmente quando só vendem gato, por muito que gritem que é lebre.
O estado das coisas justificava que se voltasse a perguntar por que é que a teimosia intermunicipal ainda é um fenómeno multimunicipal.
O estado das coisas dava para perguntar quem é que ganha e o quê, com atrasos de anos que penalizam as populações.
O estado das coisas dava para perguntar por que é que em casas de ferreiros hipercríticos abundam os espetos de pau.
O estado das coisas dava para questionar por que é que a rotatividade democrática na cúpula de algumas estruturas pode ser um fenómeno apenas de momentânea conveniência.
O estado das coisas permitiria que se perguntasse por que é que há gente com responsabilidades públicas assumidas que parece que já está a correr em outras corridas que ainda não começaram para outros. E por que é que há quem faça o favor de tentar empurrar de qualquer maneira para abrir caminho.
O estado das coisas dava para perguntar por que é que a dra. Ferreira Leite foi tão má para com quem é mais pequenino do que ela.
O estado das coisas justificaria muitas interrogações sobre o futuro do comércio tradicional em Beja.
O estado das coisas dava para perguntar por que é que se persiste em demonstrar que, no trânsito na cidade, a união entre dois pontos próximos pode ser tudo menos uma recta.
O estado das coisas justificaria perguntas sobre o porquê de, sempre que há novidades políticas significativas, alguém se entreter a chafurdar em pretensos pecados socráticos.
O estado das coisas permitiria perguntar ao Presidente da República se a sombra do dr. Mário Soares é mesmo assim tão grande.
O estado das coisas não dá é para perceber que, com uma semana linda de início da Primavera, a chuva tenha chegado no fim-de-semana, tirando toda a vontade de fazer perguntas…

Homem detido em Beja com mais de 2.000 doses de droga
Um homem, de 22 anos, foi detido no sábado, 22, pela PSP em Beja, por suspeitas da prática dos crimes de tráfico de estupefaciente e







