O PS exige que o Governo garante solução para a eventual saída de médicos estrangeiros da região, devido ao novo decreto-lei que regulamenta a contratação dos chamados médicos tarefeiros.
Em comunicado enviado ao “CA”, a Federação do Baixo Alentejo (FBA) do PS “recomenda ao Governo e ao PSD que gastem menos tempo a procurar desculpas no passado e mais tempo a encontrar soluções para o presente”.
“O Baixo Alentejo não precisa de desculpas. Precisa de médicos, de serviços de saúde a funcionar e de respostas concretas. Governar é resolver problemas. É isso que esperamos do Governo”, afirmam os socialistas.
No comunicado, o PS do Baixo Alentejo diz ser “politicamente pouco sério que o PSD procure responsabilizar anteriores governos socialistas pelas consequências de uma alteração legislativa aprovada pelo atual Governo em 2026”.
“As dificuldades de atração e fixação de médicos no interior são antigas e conhecidas. Mas o problema que hoje está em discussão é muito concreto: uma decisão deste Governo pode levar à saída de médicos que atualmente asseguram cuidados de saúde a milhares de pessoas no Baixo Alentejo”, nota.
Os socialistas lembram ainda que o seu deputado por Beja, Pedro do Carmo, “já tinha alertado para os riscos desta legislação e questionado o Governo sobre os seus impactos no interior, muito antes das declarações agora conhecidas”.
“É, por isso, particularmente difícil compreender que a resposta do PSD seja procurar culpados no passado quando deveria explicar como pretende resolver as consequências de uma decisão tomada no presente”, frisam.
Também a Concelhia de Castro Verde do PS exige que o Governo da AD e o Ministério da Saúde criem “rapidamente” um “regime de exceção permita manter os médicos tarefeiros em funções e evite problemas graves nos cuidados de saúde prestados aos utentes” do concelho.
Também PS de Castro Verde diz assistir “com muita preocupação à possibilidade de uma vez mais, decisões do Governo da AD e do Ministério da Saúde prejudicarem a assistência médica” no concelho.
Em comunicado enviado ao “CA”, os socialistas de Castro Verde dizem assistir “com muita preocupação à possibilidade de uma vez mais, decisões do Governo da AD e do Ministério da Saúde prejudicarem a assistência médica” no concelho.
Por oposição, continuam, valorizam “todas as decisões e medidas tomadas pela Câmara Municipal de Castro Verde durante os últimos anos, no apoio para mais e melhores cuidados de saúde no concelho e para toda a sub-região”.
“Ao contrário daqueles que se limitam a empurrar responsabilidades para o Governo, ou dos outros que afirmavam, há dois anos, que quando fossem Governo iriam resolver todos os problemas em 60 dias, o executivo PS da Câmara Municipal de Castro Verde tem pautado a sua ação pelo pragmatismo, em várias frentes”, frisa o PS.
Nesse âmbito, os socialistas destacam a criação do programa municipal de apoio à fixação de médicos no concelho, em vigor desde março de 2023, “que contempla apoios financeiros entre os 400 e os 600 euros mensais, para comparticipar rendas de casa, deslocações ou apoio à aquisição de habitação”.
A esta medida, continua a Concelhia do PS, junta-se a disponibilização de transporte de médicos, “em viatura e com motorista da Câmara Municipal, assegurado sempre que necessário, entre Lisboa-Castro Verde ou entre Faro-Castro Verde, de ida e volta, para garantir a presença de profissionais no Serviço de Urgência Básica, incluindo a cedência gratuita de dormida em alojamento”.
Os socialistas elogiam também o acordo de colaboração da autarquia com o Ministério da Saúde “para a realização das obras de requalificação e de ampliação do Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Castro Verde, num investimento superior a 2,1 milhões de euros”, a “construção da nova Extensão de Saúde de Casével, num valor global próximos dos 300 mil euros de investimento” e o “apoio frequente em trabalhos de manutenção, melhoria e limpezas exteriores do edifício do Centro de Saúde de Castro Verde”.
“Estes são exemplos concretos de como os eleitos do PS na Câmara Municipal de Castro Verde valorizam a ação concreta e estão sempre do lado das soluções para os problemas”, pode ler-se no comunicado.
Para os socialistas, “é também isto que dá toda a legitimada ao PS de Castro Verde para exigir ao Governo da AD e ao Ministério da Saúde que, rapidamente, crie um regime de exceção permita manter os médicos tarefeiros em funções e evite problemas graves nos cuidados de saúde prestados aos utentes” do concelho.









