Introdução ao comportamento felino

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

André Cláudio

veterinário

Os gatos são dos animais de estimação de mais fácil adaptação ao convívio com os humanos. São naturalmente silenciosos (existem excepções), limpos, afectuosos e altamente auto-suficientes, capazes de se adaptarem a novas situações, ambientes e diversos tipos de família.
No entanto, quando as coisas correm mal, podem correr mesmo muito mal (do ponto de vista humano). Um gato com um problema de agressividade, pode ser um factor de desavença e até de profunda tristeza numa família, acabando com o gato a ser o maior perdedor. Outros gatos arruínam os nossos pertences – cobrindo-os com um pestilento e difícil de remover odor a urina, arranham tapetes e sofás. A sua mobília não está a salvo, nem as suas plantas, nem as suas mãos, pois alguns gatos podem estar muito bem, num momento a ronronar e no momento a seguir, aplicar-lhe uma valente dentada e fugir.
Para alguns apreciadores de gatos estes comportamentos podem parecer incontroláveis, inexplicáveis e imprevisíveis, mas de facto não o são. Os “maus” comportamentos dos gatos são para eles perfeitamente naturais e apenas uma forma que encontram para lidar com a ansiedade, aborrecimento, stress ou mudança. São características genéticas próprias deles, tal como são a audição excelente e o caminhar silencioso.
Para resolver um problema comportamental, temos de conhecer a forma de agir dos nossos amigos. O que acontece muitas vezes é uma reacção que faz sentido ao animal humano – cólera que pode começar com castigo físico (que nunca resulta num gato) e acabar numa viagem só de ida até à rua.
Para começar a resolver o problema admitamos que nem nós nem o(s) nosso(s) gato(s) somos perfeitos. Os problemas levam tempo a surgir e não se resolvem do dia para a noite. Temos então de ter um certo grau de paciência e acomodação, pois a maioria dos problemas comportamentais dos gatos podem ser resolvidos. Não desista.
Lembre-se: o primeiro passo é ter a certeza que o problema do seu gato é comportamental e não médico. Fale com o seu veterinário antes de tentar mudar o comportamento do seu gato, pois provavelmente não será bem sucedido se o problema for um problema médico.

<b><i>Este é o primeiro artigo de uma série que pretendo fazer sobre gatos. Para tornar os artigos mais úteis e interessantes, gostaria de saber que assuntos felinos gostariam os nossos leitores de ver abordados. Podem contactar-me por email.</i></b>

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