Fazer tudo para[BR]nada se fazer!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

José Nicolau Gonçalves

Imagine-se a vontade de combater os constrangimentos financeiros e económicos por que passam o país e a Europa fazendo nada. Fazer nada é uma solução, não a melhor nem a mais patriótica, mas não deixa de ser uma solução.
E nesta intenção de nada fazer está subjacente a determinação em aproveitar a oportunidade do desgaste político de quem governa e de quem se propõe a fazer tudo o que for possível para vencer uma crise profunda e desigual.
Num momento de exigências e de responsabilidades existe quem prefira a hostilidade política das soluções vácuas. Quem se empenhe na desconstrução das responsabilidades.
Numa altura de contenção financeira seria também profícuo impor a contenção das asneiras e disparates que servem de argumento a uma esquerda cada vez mais radical e nociva que contamina um espírito derrotista e fatal.
As diligências do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda em agravar problemas quando se exigem soluções são parte de um problema político e ideológico que devemos travar.
As condições sociológicas e de governabilidade do nosso país, em período de crise, não suportam nem toleram a arrogante atitude de quem se elege como arautos da moral e da ética, fugindo ao compromisso de defender Portugal e os portugueses.
Da inacção devemos passar ao acto de governar, numa força unida de combate às dificuldades, com o compromisso de resolver e de progredir.
São exigidos aos portugueses medidas de contracção do seu estilo de vida. E essas exigências são uma séria responsabilidade de quem governa em defesa de Portugal e dos cidadãos, de hoje e do futuro. São sobretudo a imposição das obrigações de quem é sério e corajoso o suficiente para decidir contra a sua vontade, mas por interesse nacional.
É este um dos grandes méritos de José Sócrates e da governação PS: decidir, intervindo em prol das soluções, independentemente dos ciclos eleitorais.
E enquanto uns decidem com coragem, outros arregimentam multidões descontentes, com deslealdade, incitando divisões e provocando a antítese das necessidades nacionais.
Por fim, o que o PCP e o BE desejam não é mais do que fazer tudo para nada se fazer. Só desta forma recrutam força eleitoral nas ruas, na opinião publicada e junto dos mais distraídos e desconhecedores das realidades económicas e financeiras da Europa e do Mundo, em que nos inserimos.

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