Estado de frescura do marisco

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Inês Fernandes

engenheira alimentar

Aproxima-se a altura do ano em que, habitualmente, ingerimos mais marisco. No momento da sua compra, é aconselhável toda a atenção para alguns aspectos que evidenciam falta de frescura ou produto alterado: camarão cuja cabeça se desprende facilmente do corpo, com aspecto baço e odor muito acentuado; bivalves (moluscos cuja casca é formada por duas conchas articuladas: ostras, mexilhões, amêijoas, etc.) com conchas abertas e que não se fecham quando pressionadas, odor desagradável ou bivalves cuja concha, durante a cozedura, não abre facilmente.

Para evitar intoxicações alimentares, devem cumprir-se algumas condições:
– Compre marisco apenas em estabelecimentos de sua confiança;
– Certifique-se que o rótulo da embalagem está completo, com o nome e morada do responsável, número de aprovação, origem do produto, peso líquido, data de congelação e de validade, número de lote e temperatura necessária para uma boa conservação do alimento;
– Certifique-se bem que as conchas das amêijoas, ostras, berbigões e mexilhões estão bem fechadas antes de as confeccionar. No final da confecção, verifique se estão abertas. Aquelas que se mantiverem fechadas devem ser inutilizadas;
– Evite apanhar mexilhão na praia. A existência de um esgoto próximo é o suficiente para o contaminar. Prefira sempre os que são produzidos em viveiro para posterior comercialização;
– Não compre lagosta cozida que tenha um cheiro idêntico ao do peixe. Quando fresca, a lagosta tem um cheiro agradável e a sua cauda, quando esticada, dobra-se novamente;
– Não coma a zona amarela da lagosta e do caranguejo que se encontra junto à cabeça, pois pode conter toxinas.

As toxinas mais frequentes nos bivalves são as que provocam diarreias e paralisias. Quando consumidas em grandes quantidades, as toxinas paralizantes provocam formigueiro nos lábios, mãos e/ou pés, dificuldade progressiva em respirar e tonturas. Se alguma vez sentir estes sintomas deve dirigir-se rapidamente ao hospital e, se possível, levar consigo uma amostra do marisco. As toxinas que provocam diarreia também provocam vómitos, se estes sintomas persistirem durante muito tempo, deve também dirigir-se ao hospital.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Em Destaque

Últimas Notícias

Role para cima