Crise forte no associativismo

Quinta-feira, 10 Abril, 2014

Carlos Pinto

director do correio alentejo

Na última página desta edição do “Correio Alentejo” damos-lhe conta das críticas que o treinador do Rosairense faz à direcção do clube, que acusa de ter “abandonado” o plantel e não ter estado ao lado da equipa em grande parte da temporada desportiva. Não importa agora aqui analisar se estas críticas têm ou não fundamento, mas apenas olhar para este caso como mais uma prova da forte crise que afecta o associativismo – seja ele de que natureza for – em todo o Baixo Alentejo.
Há muito que as colectividades da região sentem grandes dificuldades no seu dia-a-dia, sobretudo na hora de renovar os seus órgãos sociais. Tudo porque o tempo vai passando e grande parte dos homens e mulheres que estiveram na génese destas instituições e ao longo de anos deram o “peito às balas” pelas mesmas se foram afastando, sem que fossem devidamente “substituídos”.
Uma realidade que acontece porque os tempos mudaram e as exigências pessoais e profissionais de cada um são maiores – o que lhes retira margem de intervenção na comunidade –, mas também porque algum poder político condicionou o seu apoio a clubes e instituições locais em função de “estratégias” que, demasiadas vezes, fizeram muito boa gente baixar os braços e desistir.
O resultado é aquele que agora se vê e numa altura em que se comemoram 40 anos sobre o 25 de Abril talvez fosse oportuno debater o que se fez de bem e, sobretudo, corrigir o que está mal. Caso contrário, esta forte crise não deixará o associativismo sobreviver e – pior ainda – fará definhar lentamente as nossas vilas e aldeias.

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